O livro é narrado na primeira pessoa pelo personagem principal Patrick Bateman, um banqueiro de investimentos de Wall Street, metrossexual, consumista inveterado e um Assassino em série: torturador de mendigos, mulheres, crianças, homossexuais e animais inocentes.
Esse é um livro polêmico que levantou vários questionamentos na época de seu lançamento e que até hoje causa frenesi por seu personagem extremamente misógino, homofóbico, antissemita e racista.
A venda do livro de Bret Easton Ellis é restrita em alguns países como Austrália e Nova Zelândia por causa de seu conteúdo transgressivo e perturbador.
Bateman é um cara estranho, mas que mantém sua verdadeira personalidade escondida dos olhos de todos. Sua psicopatia é mascarada por roupas caras, exércitos físicos em excesso, tratamentos de beleza infinitos e uma vida social agitada regada a jantares com preços exorbitantes em lugares da moda com muita cocaína e álcool.
O livro é uma verdadeira ode ao consumismo, uma grande desfile de marcas caras e ostentação exacerbada dos figurões de Manhattan, onde tudo que importa são suas posses e a aparência.
Não se passa uma página sem que Bateman esteja relacionando todas as marcas que compõem sua vestimenta ou a de outra pessoa da cabeça aos pés, fora as descrições exageradas dos caros e exclusivos restaurantes e bares da moda que frequenta todos os dias.
A paz do personagem principal se desvanece rapidamente ao notar que alguém possui algo que ele não tenha. A inveja e ostentação no grupo de "amigos" (pois parecem mais competidores) é constantemente acentuada.
Sei que isso exemplifica bem a personalidade maníaca de Bateman, mas chega perto de deixar o leitor louco de tanto que se repete. E certamente é esse o objetivo do autor.
"Evelyn e eu somos de longe o casal mais bem-vestido. Estou usando sobretudo de lã pura, paletó de lã e calças de fla-nela de lã, camisa de algodão, suéter de cashmere com gola em V e gravata de seda, tudo da Armani. Evelyn veste blusa de algodão da Dolce & Gabbana, sapatos de camurça da Yves Saint Laurent, saia de couro com desenhos da Adrienne Lan-dau e cinto de camurça da Jill Stuart, malha da Calvin Klein, brincos de vidro veneziano da Francês Patiky Stein, e traz apertada na mão uma rosa branca solitária que comprei para ela numa delicatessen coreana antes de a Iimusine de Carruthers me apanhar."
Estou tentada a achar que me tornei PhD na moda dos anos oitenta depois de concluir esse livro.
Uma leitura de certo modo truncada no início e pesada para digerir depois da primeira parte. As ações de Bateman vão escalonando de um jeito que quando chega ao final do livro estamos completamente sem fôlego tentando compreender toda a carnificina e atrocidades que ele é capaz de causar dentro de seu luxuoso apartamento.
É uma experiência única, perturbadora e difícil de explicar. Só lendo para conseguir experienciar o que esse livro proporciona.
Recomendo a leitura para quem tem estômago forte.