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    Médiuns e Mediunidades - Espiritismo

    Cairbar Schutel

    O Clarim
    2006
    106 páginas
    3h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    13 avaliações
    Leram11Lendo4Querem7Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados7Avaliaram13

    Trata-se de um resumo de "O Livro dos Médiuns". O autor enfatiza a necessidade de estudarmos os fenômenos medianímicos, enumerando-o como o sexto sentido, instrumento indispensável ao processo de desenvolvimento do espírito. Identificá-lo e saber utilizá-lo são as propostas apresentadas nessa obra. Cairbar Schutel legou-nos livros que jamais se desviaram da Doutrina Espírita. O presente volume é muito útil para o médium. Capítulo de leitura obrigatória é "Psicologia dos médiuns", no qual o Autor fala dos embusteiros.

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    Vitória  picture
    Vitória 26/06/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O médium não é mestre, não é professor, mas, sim, discípulo.

    Neste livro que aborda a temática da mediunidade, Cairbar Schutel realiza um breve resumo do "Livro dos Médiuns" mas sem perder a essência. Nos elucida desde o início do tema, trazendo exemplo e portanto a deixa a leitura muito mais fácil de ser compreendida. O autor também aborda o espiritismo em um contexto geral. Traz encorajamento para aqueles que estão desenvolvendo a mediunidade e nos faz entender a importância dessa faculdade mediúnica. É um excelente livro para aqueles que têm curiosidade sobre a doutrina ou iniciantes. Schutel aborda o assunto com linguagem fácil e esclarecedora, com algumas citações de livros espíritas e principalmente das obras básicas de Allan Kardec. "A prática da mediunidade exige muita seriedade, muito boa vontade, muita perseverança e ao mesmo tempo muita perspicácia." "Todos nós, para atravessarmos esta floresta da vida, precisamos de um Guia, que não nos deve perder de vistas, e que, ao tomarmos o corpo carnal, prometeu-nos a sua contínua assistência." "(...) não há perigo no desenvolvimento e exercício da mediunidade, desde que se não faça mau uso desse dom, e que dele se utilize com critério." "O uso da mediunidade não oferece perigo; o abuso, sim, é perigoso." "O estudo, o trabalho e a boa vontade são indispensáveis à obtenção dos conhecimentos espíritas." "Os fatos espíritas estão intimamente ligados à Doutrina da Imortalidade, e, para que esta verdade seja compreendida por todos, o Supremo Criador permite as interessantes manifestações que se verificam em toda a parte. Fazer, pois, mau uso dos dons que nos foram concedidos, é profanar as coisas santas." "O médium não é mestre, não é professor, mas, sim, discípulo." "Cada Centro ou grupo constituído, cada espírita é, portanto, obrigado, em sua esfera de ação e na medida de suas posses, de seu saber e de seus dons, a fazer chegar ao conhecimento dos que lhe são próximos as novas da redenção, as verdades que marcam uma nova fase na senda da nossa evolução espiritual." "(...) um dos melhores meios para as sociedades espíritas que não têm imprensa e nem podem manter um periódico, é escolher boas revistas, bons jornais, assinando-os em bloco, para distribuição gratuita, assim como distribuir folhetos, com sucinta exposição da Doutrina Espírita e seus fenômenos." "Os que têm o dom da palavra, falem, façam palestras públicas, conferências; os que têm o de escrever, escrevam; e os que não podem coordenar ideias, copiem escritos doutrinários insertos nas obras espíritas e leiam por ocasião das reuniões, que devem ser em dias determinados e de portas abertas, com entrada franca." "(...) a mediunidade é um dom de milhares de pessoas de diversas linhagens e credos, e as manifestações espíritas se dão espontaneamente a qualquer pessoa, em qualquer família, e no seio de qualquer congregação científica ou religiosa." "(...) a morte não é mais que um movimento de renovação, de transformismo para a perfeição." "A Vida é a permanência eterna dos Espíritos modelando todas as formas de existências planetárias e siderais, de posse da força e da matéria para a execução dos planos divinos. A Vida está em toda a parte; no Cosmos, ela é a expansão da Vontade de Deus, é a ação poderosa do Criador Supremo." "O Espiritismo é Ciência vasta, imensa, luminosa, que destrona o sobrenatural e faz desaparecer o mistério. Ele nos revela a existência do Mundo Espiritual, e com o auxílio da Mediunidade, liga os dois Mundos, o Mundo dos Vivos ao Mundo dos Mortos, para assim nos dar a ampla significação da Vida."

    15 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 13
    • 5 estrelas69%
    • 4 estrelas15%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Cairbar de Souza Schutel profile picture

    Cairbar de Souza Schutel

    foi um divulgador espírita e político brasileiro. Foi o primeiro intendente (cargo equivalente ao atual prefeito) de Matão, cargo que exerceu de março a outubro de 1899, e, depois, de 18 de agosto a 15 de outubro de 1900. Insatisfeito com as explicações do padre local para os seus constantes sonhos com os falecidos pais, em 1904 passou a frequentar sessões de tiptologia com a trípode (pequena mesa com três pés). Nestas sessões espíritas, conclui que a vida continuava além-túmulo, passando a estudar e vindo a abraçar a doutrina espírita, dela se tornando um dos maiores propagandistas. É conhecido ainda hoje, entre os espíritas, como o Bandeirante do Espiritismo, devido ao empenho com que se dedicou à divulgação do Espiritismo ao longo de sua vida. A 15 de julho de 1905 fundou o "Grupo Espírita Amantes da Pobreza" (atual Centro Espírita O Clarim). No mês seguinte, fundou o jornal espírita "O Clarim" (15 de agosto), em formato pequeno, que logo se ampliou, atingindo, no século XXI, a tiragem de 10.000 exemplares. Neste período, manteve viva polêmica com o padre João Batista Van Esse, que quase terminou em tragédia, não fosse a intervenção de um advogado, aborrecido com o barulho provocado pelo clérigo e seus apoiantes. No final desse mês desposou Maria Elvira da Silva Schutel (31 de agosto). Em 1912, já conhecido como o "Pai dos Pobres de Matão", fundou um pequeno hospital de caridade, para atender aos doentes pobres. Dois anos mais tarde, em 1914, começou a visitar os presos na Cadeia Pública de Matão, onde era chamado sempre que algum detento era acometido de surto psicótico. Dentro dessa linha de atividades, em 1917 estendeu as visitas aos detidos na Cadeia de Araraquara, onde proferia palestras. A 15 de fevereiro de 1925, fundou com o auxílio moral e material do amigo Luiz Carlos de Oliveira Borges a RIE - Revista Internacional de Espiritismo, publicação mensal dedicada aos estudos dos fenômenos anímicos e espíritas. No período de 19 de agosto de 1936 a 2 de maio de 1937 profere, aos domingos, as conhecidas quinze "Conferências Radiofônicas", através da Rádio Cultura PRD—4, de Araraquara, publicadas em livro no mês de setembro de 1937. Após curta enfermidade, tendo falecido vítima de um aneurisma cerebral às 16:15, na mesma noite, através do médium Urbano de Assis Xavier, comunicou-se e sugeriu a seguinte frase para a lápide em seu túmulo: "Vivi, vivo e viverei porque sou imortal".

    20 Livros
    10 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Cairbar de Souza Schutel