E se por um acaso você encontrasse um objeto perdido, assim triste, sem dono? Será que ele poderia ser seu? Hugo encontra um belo chapéu no banco de uma praça e ele está lá, sozinho, sem ninguém, por que não levar esse chapéu para casa e dar vida a ele? Mas é aí que entra um grande dilema moral, que fique claro que essa não é a ideia do livro, mas como os livros são vivos podemos retirar deles infinitas possibilidades de intepretações. Enfim, é bem nesse momento que Hugo tem que pensar que levar o chapéu com ele pode acarretar no prejuízo de alguém, afinal o chapéu pode ser de outra pessoa e ela pode estar aflita atrás dele. Nessa hora, que Hugo explora os possíveis donos do objeto, a história ganha uma narrativa fluída e extremamente divertida, o passeio de Hugo por esses possíveis usos do chapéu é imperdível. Eu, como adulta, me deliciei ao máximo com essa história, imagino os pequenos que tem acesso a ela. Aqui na Curadoria, o Chapéu já passeou por muitas casas. E você, já deu uma boa olhada nesse Chapéu alaranjado?
