O corpo de uma mulher vestida em trajes sacerdotais é encontrado e a capitão Kat Tapo é chamada para investigação, que a leva até Holly Boland, que pertence ao exército e investiga sobre abusos cometidos na Guerra da Bósnia. Em paralelo, Daniele Barbo (nome comum para homens na Itália) dono do Carnivia, uma recriação virtual de Veneza, está sendo condenado por crimes na internet.
O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos, basicamente, três vertentes, duas investigativas com Kat e Holly e outra voltada para tecnologia com Daniele. Os capítulos são curtos e ajuda na progressão, principalmente da metade do livro para frente.
O início do livro, por haver uma troca muito brusca de temas abordados, dá uma impressão que nada tem ligação entre si, o que faz a gente escolher qual nicho preferimos acompanhar e isso diminui a fluidez inicial. O autor se aprofunda muito em alguns assuntos e, por mais que isso enriqueça o conteúdo, a maioria deles só enche páginas, demonstra mais o conhecimento de quem escreve do que na progressão da história.
É interessante ler livros que mudam o cenário e traz novos ares em relação ao eixo Estados Unidos/Inglaterra. E o autor conhece bem sobre o povo italiano, já que há várias referências culturais e comportamentais deles, e mesmo assim, peca um pouco no excesso de descrições, como é no caso das receitas de comidas.
Na parte investigativa, há abordagens bem interessantes e diferentes, nada muito absurdo acontece nessa linha, mas senti que se aprofundou demais em algumas explicações paralelas, esse ponto ocorre bastante, já que há contextos históricos, religiosos, do exército e relacionados à tecnologia que são debatidos a fundo, mas que no final, parece que não chega a lugar algum.
No geral, é uma leitura diferente, tem seus pontos positivos, mas talvez não seja tão bem montado, quer se aprofundar demais em diversos assuntos e não consegue fazer com que fique interessante, já que a conexão com a história principal é superficial, sinal de que às vezes menos é mais.