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    Escritos Sobre Arte -

    Charles Baudelaire

    Hedra
    2008
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788577150854
    Português Brasileiro
    4
    48 avaliações
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    Favoritos7Desejados96Avaliaram48

    Além de escritor e poeta, Charles Baudelaire também foi crítico de arte e tradutor. Esta edição de 'Escritos sobre arte', traduzida por Plínio Augusto Coêlho, traz quatro ensaios nos quais o autor apresenta suas reflexões sobre diferentes temáticas, como as questões do riso na caricatura e da definição da arte filosófica e o resgate de autores pouco conhecidos. Os textos foram escritos para periódicos entre os anos de 1855 e 1863, sem a pretensão de serem reunidos em livro no futuro. Um dos ensaios, 'A arte filosófica' foi encontrado entre os documentos de Baudelaire e publicado após sua morte.

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    Bruno Oliveira picture
    Bruno Oliveira04/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BAUDELAIRE SENDO BAUDELAIRE

    Escritos sobre arte, do francês Charles Baudelaire reúne quatro ensaios de sua autoria que versam, como o título bem diz, sobre arte. Da essência do riso, Alguns caricaturistas estrangeiros, A arte filosófica e A obra e a vida de Eugène Delacroix são textos que transmitem bem a filosofia própria do famoso crítico e, de quebra, nos dão um parâmetro de como avaliar (ou discorrer sobre) uma obra de arte. Sem dúvidas, o primeiro ensaio é o que traz mais conceitos sobre a sua visão do tema, que, no caso aqui, é o riso na arte. O riso é profano, coisa do diabo, característica de seres (que se acham) superiores e/ou conscientes da própria danação, segundo ele. Esse ensaio, por si só, já vale a leitura do livro! Sério. Aqui, é Baudelaire puro. Seu texto é envolvente, muito bom de ler. Os demais ensaios são bons, claro, específicos demais, mas valem a leitura para o leitor aprender a ver como o crítico via as obras que ele viu. Ótimo!

    3 curtidas

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    Avaliações

    4 / 48
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Charles-Pierre Baudelaire profile picture

    Charles-Pierre Baudelaire

    Órfão de pai aos seis anos, Charles-Pierre Baudelaire viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia). Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia. Na volta, participou da Revolução de 1848. Após esse período conturbado, passou a freqüentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas "Vênus Negra". Em 1847, lançou "La Fanfarlo", seu único romance (trata-se, mais propriamente, de uma novela autobiográfica). Dez anos depois, quando se publicaram "As Flores do Mal" ("Les Fleurs du Mal"), todos os envolvidos com o livro foram processados por obscenidade e blasfêmia. Além de pagarem multa, viram-se obrigados a retirar seis poemas do volume original (só publicado na integra em edições póstumas). Tanto "As Flores do Mal" como "Pequenos Poemas em Prosa" (póstumos, 1869) introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Entre seus ensaios, destaca-se "O Princípio Poético" (1876), em que fixa as bases de seu trabalho. Nos diários (também publicados postumamente), revela-se profético e radical contestador da civilização moderna. Literato que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, Baudelaire lançou-se como crítico de arte no Salão de 1845, sempre buscando um princípio inspirador e coerente nas obras artísticas. ("Salão" era o nome pelo qual se conhecia a mais importante mostra anual da pintura e da escultura francesas.) De 1852 a 1865, Baudelaire traduziu os textos do poeta e contista norte-americano Edgar Allan Poe, por quem se entusiasmara já no final da década de 1840. Outro Baudelaire, o sifilítico e usuário de drogas, surge em "Os Paraísos Artificiais, Ópio e Haxixe" (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada pelas "Confissões de um Comedor de Ópio" (1821), do escritor inglês Thomas de Quincey. Há também obras de cunho intimista e confessional, como "Meu Coração Desnudo". Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Dissipou seus bens na boemia e na jogatina parisienses. Mergulhado em dívidas, teve de resignar-se a medidas judiciárias tomadas pelos familiares, e um tutor foi nomeado para controlar-lhe os gastos. Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa. Após uma vida repleta de tribulações, Baudelaire morreu com apenas 46 anos, nos braços da mãe. Seu talento e seu intelecto só seriam totalmente reconhecidos depois. No século 20, tornou-se um ícone, influenciando direta e indiretamente toda a moderna poesia ocidental.

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