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    Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais - Coleção Grandes Ideias

    La Rochefoucauld, François de La Rochefoucauld

    Penguin Companhia
    2014
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788563560872
    Português Brasileiro
    4
    67 avaliações
    Leram105Lendo10Querem162Relendo0Abandonos0Resenhas7
    Favoritos4Desejados162Avaliaram67

    Muitas das máximas de François VI, duque de La Rochefoucauld, se incorporaram ao imaginário coletivo, recitadas há gerações sem atribuição. Não é para menos: com ironia fina e profundo pessimismo, seus escritos revelam uma acachapante habilidade de descrever as fraquezas e rodeios morais a que todos estamos sujeitos. Reflexões como “Nunca somos tão felizes nem tão infelizes quanto imaginamos”, “Prometemos segundo nossas esperanças e cumprimos segundo nossos temores”, “Há bons casamentos, mas não deliciosos”, “Não podemos olhar fixamente nem o sol nem a morte”, “Os defeitos do espírito, assim como os do rosto, aumentam com a velhice”, ou “Não temos força suficiente para seguir toda a nossa razão” soam tanto familiares quanto cruelmente precisas… Importante moralista e pensador francês, membro da alta nobreza, envolvido nas intrigas da corte e personagem-chave da Fronda, a guerra civil que dividiu a França entre os anos de 1648 e 1653, La Rochefoucauld somou a experiência nos círculos aristocráticos, frívolos e mundanos, sedentos de poder e reconhecimento em que vivia à observação filósofica, ajudando a consolidar e popularizar as máximas como gênero literário.

    Resenhas (7)Ver mais
    Vítor Nespolo picture
    Vítor Nespolo16/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um bom livros de se ler de vez em quanto, e parar para pensar sobre as frases ali escritas.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 67
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas1%
    François de La Rochefoucauld profile picture

    François de La Rochefoucauld

    François, Duque de La Rochefoucauld (Paris, 15 de setembro de 1613 – Paris, 17 de março de 1680) foi um moralista francês, François 6º, príncipe de Marcillac e, mais tarde, duque de La Rochefoucauld, nasceu em Paris a 15 de setembro de 1613 e morreu na mesma cidade na noite de 16 para 17 de março de 1680. Aristocrata, foi destinado à carreira militar, tendo participado da campanha da Itália em 1629. Envolvendo-se em intrigas contra o cardeal Richelieu, em favor da rainha Ana da Áustria, foi preso e exilado em Verteuil, no ano de 1631. Depois da morte de Richelieu, voltou a conspirar contra a corte, tendo participado ativamente da Fronda, a guerra civil que agitou a França entre 1648 e 1653. Em 1652, gravemente ferido nos olhos, encerrou sua carreira de soldado e conspirador. Passou em Paris os últimos anos de sua vida, destacando-se nos salões literários, especialmente no de Madame de Sablé. La Rochefoucauld foi um dos introdutores, e certamente o maior cultor do gênero de máximas e epigramas, divertimento social que ele transformou em gênero literário, escrevendo textos de profundo pessimismo. Seu mais famoso livro, "Reflexões ou sentenças e máximas morais", apareceu pela primeira vez em 1664. Até a quinta edição do livro, La Rochefoucauld foi condensando suas máximas, ao mesmo tempo em que abrandava o tom, restringindo o seu amargor. Espírito cáustico, amargurado, ele atribui ao amor-próprio um papel preponderante na motivação das ações humanas. Todas as qualidades da nobreza – as falsas virtudes — têm a movê-las o egoísmo e a hipocrisia, atributos inerentes a todos os homens. Segundo La Rochefoucauld, a necessidade de estima e de admiração está por trás de toda manifestação de bondade, sinceridade, gratidão. Ele é um pessimista desencantado com o gênero humano. Além das "Reflexões", La Rochefoucauld escreveu sua autobiografia, "Memórias de MDLR sobre as intrigas com a morte de Luís XIII, as guerras de Paris e da Guiana e a prisão dos príncipes", que engloba o período entre 1624 e 1632, e que de uma certa maneira serve de base para as conclusões desenvolvidas nas "Reflexões". Sua obra influenciou profundamente dois outros filósofos: Friedrich Nietzsche e Émile Michel Cioran. "Por que não se lêem mais os grandes mestres da sentença psicológica? -pois, sem qualquer exagero: o homem culto que tenha lido La Rochefoucauld e seus pares em espírito e arte é coisa rara na Europa; e ainda mais raro aquele que os conheça e não os insulte." (Nietzche, 'Humano, Demasiado Humano', cap. 2, Companhia das Letras, São Paulo, 2000,pag. 43). Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_de_La_Rochefoucauld

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    Paris , Paris

    François de La Rochefoucauld