De um fato, não restam dúvidas: trata-se de um romance assumidamente laicista e anticlerical, nascido da veia racionalista - positivista de um Autor que não consegue calar a indignação face àquilo que vê como a permanência de um obscurantismo quase medieval na mentalidade coletiva dos portugueses, na primeira metade do século vinte e que se prolonga pelos primeiros anos após a Revolução dos Cravos.