1964: Golpe ou Contragolpe -

    Hélio Silva

    L&PM Editores
    2014
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788525418371
    Português Brasileiro

    Este livro é um registro fundamental da história recente de nosso país. Hélio Silva, autor do monumental Ciclo de Vargas – que conta em dezesseis volumes a história republicana brasileira, da proclamação em 1889 até o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954 –, faz, aqui, com a autoridade de um dos maiores historiadores deste país, o raio X do golpe que mudou o Brasil. 1964: Golpe ou contragolpe? é justamente um complemento ao Ciclo de Vargas. O livro apresenta fatos que se interpenetram com os volumes da série, personagens comuns, novos e antigos protagonistas, herdeiros de velhas tradições, sempre tendo como foco o Golpe de 1964. Hélio Silva recupera com isenção e fidelidade as minúcias da preparação, da eclosão e os primeiros movimentos de uma ditadura que mergulharia o país em um longo período de obscurantismo, perseguições, desprezo às liberdades individuais e aos direitos dos cidadãos. Rigoroso na exposição dos fatos, isento no tratamento das personalidades que fizeram a história, Hélio Silva se eleva acima dos vencedores e vencidos para descrever os fatos como eles se passaram, sustentado por copiosa documentação. Como destaque deste livro, há também preciosos depoimentos de personagens diretamente envolvidos nos acontecimentos. Hélio Silva foi narrador, personagem e testemunha desta história. Com a autoridade de um intelectual que, no dizer de Antônio Houaiss, foi “dos mais destacados entre os estudiosos brasileiros (do que quer que seja) e merece a consagração de todos os seus compatriotas”.

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    Rafael Flores17/06/2022Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Exponho aqui uma opinião e não uma resenha.

    Uma tragédia... É o título que eu não recomendo para entender o episódio de 1964. É um livro muito ruim ao ver mais um jornalista discorrendo um assunto meramente descrevendo a história do Brasil. A história política é muito mais ampla do que deixar uma fonte falar por si mesma, e nesse ponto o autor erra ao defender o seu ponto de vista. Hélio Silva aponta o 31 de março de 1964, indicando apreço pela revolução. Defender a tomada do poder por meio de um golpe que pavimentou um governo de ditadura no Brasil, é pelo menos, um pensamento inconsequente, haja vista por tantos documentos recentes pesquisados que trouxeram luz ao (des)governo pelos militares à base de censuras e mortes sobre a população brasileira durante 21 anos.

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