Nesta obra falamos do amor doentio, coadjuvado pela presença do cupido neurótico, seu hipotético e imaginário indutor. Este livro não tem pretensões acadêmicas, embora forneça um referencial teórico, não é de “autoajuda”, todavia poderá ser útil ao leitor. O que estimulamos é a reflexão sobre o tema, oferecendo um roteiro de esclarecimentos para que o leitor busque suas respostas e possa amar, sem sofrimentos, como agente ou “vítima” do SDNA. O portador da SDNA possui um comportamento neurótico de dependência, criando obsessões e fixações, as quais são deflagradoras de atitudes comportamentais que, como em qualquer neurose, fogem do seu controle em torno do objeto de afeto, e estas crescem proporcionalmente em relação ao seu sentimento de posse e domínio desse objeto, agravando-se perigosamente à medida que perde ou imagina estar perdendo tal relação com ele. É o “louco de amor”, que não gera alegria e sim angústia e outros sofrimentos, para o qual não há cura relativa, mas há um controle. O diferencial aqui focado, fruto de longos anos de trabalho e pesquisa na minha prática como terapeuta, será a inclusão da noção de dependência na relação, sugerindo assim uma analogia com as dependências já exaustivamente estudadas nos drogaditos. Em outras palavras: vamos comparar o “nosso neurótico” com os viciados de drogas lícitas ou não, ou seja, o amor é uma “droga” que vicia, podendo nos tornar dependentes e, em consequência, “doentes”. Doentes de amor e de paixão, podendo repetir o trajeto sofrido e obscuro dos viciados (drogados). O referencial teórico é galgado nos princípios de psico-ecologia humana, que o autor desenvolve desde os remotos tempos (anos 70) de estudante de psicologia e história natural (biologia). “Cupidos neuróticos... Amor doentio”
