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    Romance dos Três Vinténs -

    Bertolt Brecht

    Nova Fronteira
    1976
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    4 avaliações
    Leram9Lendo3Querem23Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados23Avaliaram4

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    Resenhas (1)Ver mais
    Ninguem picture
    Ninguem13/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Título enganoso

    O que mais surpreende neste livro é o fato dele não ser reeditado há 40 anos. Não consegui achar qualquer motivo para tal fato. Livro é fácil e divertido de ler. A ironia não é só fina, tem grossa e da média também. Não perde nenhuma atualidade. Os tipos mais safados, empresários que tem grandes missões e poucos escrúpulos, facilmente seriam transplantados para outras épocas. Pululam na mente os exemplos a relacionar com a realidade. O livro tem muito mais de três vinténs de valor, é contrário às suas personagens, que são os piores pilantras. E ainda mais honestos que os banqueiros que os suplantam na pilantragem. O título é enganador. Há tanto livro que nem três vintém vale se proclamando alguma coisa e essa joia lançada ao esquecimento.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 4
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht