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    Me Ajude A Chorar -

    Fabrício Carpinejar

    Bertrand Brasil
    2014
    156 páginas
    5h 12m
    ISBN-13: 9788528619524
    Português Brasileiro
    4
    933 avaliações
    Leram1407Lendo64Querem751Relendo3Abandonos10Resenhas42
    Favoritos145Desejados751Avaliaram933

    Depois de títulos que refletiam momentos de sua vida pessoal, em Me ajude a chorar, Carpinejar, pela primeira vez, une textos sem um tema central. São crônicas com assuntos variados, mas com uma singularidade: a melancolia e a tristeza. Sempre, obviamente, com a ironia característica. Um livro com sentimentos. Um livro à flor do osso. Carpinejar mostra a sua mais intensa fragilidade, provando que, na verdade, nesta terapia ou catarse literária, todos devem ser muito felizes para suportar a tristeza verdadeira. Me ajude a chorar vai emocionar o leitor de maneira única. Dessa vez, Fabrício não fala a respeito de separação e relacionamentos, mas de temas mais gerais, mais coletivos, que buscam focar também em tragédias mínimas e pessoais, como o caso de uma senhora que estava para perder o marido e só desejava mais uma noite de conchinha com ele. Ela trocaria tudo na vida dela por esta noite. Constam na obra dois textos que ficaram famosos quando publicados: o escrito em homenagem às vítimas de Santa Maria (RS), que inclusive foi capa em diversos jornais, como O Estado de S. Paulo, e aquele sobre o acidente aéreo de 2007 em Congonhas (SP).

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    André Ferreira picture
    André Ferreira03/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tocando a Alma: Os Retratos Sensíveis de Fabrício Carpinejar

    "Não aceitamos nossas imperfeições, e mascaramos os defeitos com imprecisões. A vergonha de errar nos leva aos grandes erros." “Um livro que contém uma escrita marcada pela sensibilidade, que apresenta os retratos da vida cotidiana de forma simples, e que filosoficamente estão articulados com as vivências da alma do autor.” Esses são os adjetivos principais que poderia dizer sobre “Me Ajude A Chorar”, obra do escritor, poeta e jornalista gaúcho Fabrício Carpinejar. Simples, objetivo, direto. Uma escrita tocante que nos prende pela maestria da vida, o dom das palavras simples que tocam a alma. Publicado em 2014, “Me ajude A Chorar” reúne ma coletânea de textos do Carpinejar que abordam diversos temas da vida, desde amor romântico, divórcio, desejo, cartas para amigos, paternidade. Carpinejar também aborda temas importantes em seus textos, como por exemplo: a violência doméstica contra a mulher, temas variados como sua infância, a juventude, a violência contra os animais, a vida com os irmãos e amigos, seus relacionamentos com o mundo e as pessoas e temas contemporâneos. Atenta-se também para a contemporaneidade dos textos, especialmente os que falam das tragédias do voo 1965 e da Boate Kiss. "Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados. Nunca estará presente. Nunca estará aqui. Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada." Carpinejar tem uma prosa simples, sensível, real, que inevitavelmente é carregada de lirismo e poesia. Frases curtas e simples põem o leitor para refletir, tocam em cheio a alma, colocando-nos a pensar sobre a existência e como procedemos em nossas relações sentimentais. Ele não tem receios de ser direto na mesma medida que expõe uma sensibilidade que o aproxima o leitor à sua narrativa. “O amor tem Sono leve” é um dos textos mais sensíveis sobre a vida com a filha, trata do ser imperfeito que busca a humanidade através dos atos mais simples da vida como pai, com o cuidar de uma criança e se sentir parte do mundo. O meu texto favorito é “Mendigo do amor” que fala como as pessoas esperam o amor, como elas aceitam não serem amadas, se submetendo a todo tipo de migalhas sentimentais. O estilo do livro é a prosa poética, com frase surtas e certeiras, caráter filosófico sentimental. Uma prosa para ser digerida, posta em perspectiva, refletida aos poucos, como a vida. Carpinejar é autêntico, sensível ao passar da nostalgia para à realidade presente. Ele brinca com o tempo, mostra a vida real através de fotografias próprias, simples e sensíveis ao leitor. A maioria da narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor para a experiência do autor. Carpinejar mostra como a vida pode ser simples, sensível, real e autêntica. A literatura tem esse poder libertador de tocar a alma, de deixá-la voar, sonhar. A literatura é como a vida!

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    4 / 933
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    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
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    Fabrício Carpinejar

    Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional. Desde maio, mantém a coluna que antes era ocupada por Moacyr Scliar no jornal Zero Hora. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Fabrício Carpinejar