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    O amor chegou tarde em minha vida -

    Ana Paula Padrão

    Paralela
    2014
    206 páginas
    6h 52m
    ISBN-13: 9788565530590
    Português Brasileiro
    4
    210 avaliações
    Leram326Lendo18Querem153Relendo0Abandonos12Resenhas20
    Favoritos34Desejados153Avaliaram210

    Quando pediu demissão da Globo, de um cargo cobiçado e cheio de glamour, não faltou quem a chamasse de louca. Mas a decisão estava tomada: Ana Paula Padrão deixaria para trás um dos salários mais altos do jornalismo brasileiro para, enfim, tomar as rédeas da própria vida. Ana Paula Padrão nasceu e cresceu em Brasília, de onde saiu para descobrir o mundo. Com mais de 27 anos de carreira e dezenas de prêmios conquistados, em O amor chegou tarde em minha vida ela abre o jogo e revela que por trás da jornalista bem-sucedida há uma mulher profundamente humana, que amadureceu tendo de lidar com inseguranças, dores e desejos. Neste livro comovente e inspirador, Ana Paula relembra os momentos mais marcantes de sua trajetória e faz uma reflexão contundente sobre a condição atual e o futuro da mulher brasileira a partir de pesquisas e de seu trabalho no portal Tempo de Mulher, uma referência em conteúdo destinado a mulheres.

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    Luciana Sabbag picture
    Luciana Sabbag10/02/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Feminismo é isso

    Há tempos eu defendo que o feminismo não é esse radicalismo barato que vemos na internet, em protestos com seios de fora contra religiões e costumes. O feminismo é o poder de escolha. O poder de escolher a felicidade. Toda mulher, no seu íntimo, sabe o que a faz feliz e deve ter o direito de seguir pelo caminho que desejar para se sentir plena. O feminismo não precisa desmerecer o homem, a maternidade, o amor, os relacionamentos heterossexuais ou a sensibilidade feminina para ser legítimo. Também não é preciso tomar o lugar dos homens, se masculinizar para fazer valer a luta pela igualdade de gêneros. Ao contrário. Nunca me identifiquei tanto com uma pessoa como me identifiquei agora com Ana Paula Padrão. Eu já estive em um de seus eventos da Tempo de Mulher e percebi que ela levantava uma bandeira de um feminismo sutil e feminino – e poderoso. Um feminismo que toca nossos corações. Mas nunca me dediquei a saber mais sobre ela, suas opiniões ou sua trajetória. Não costumo amar livros em primeira pessoa. Acredito que livros assim são apenas uma autopromoção que muito me incomoda. Mas estou apaixonada por esta obra. Ana Paula, que mulher maravilhosa que você é! Que exemplo! Minha vontade agora é de sentar com ela para um café e abraçá-la, por sentir nela uma amiga que pode me compreender a apoiar minhas opiniões. Estamos juntas nessa luta.

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