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    Pedagogia do Suprimido -

    Zeh Gustavo

    Verve
    2013
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788566031447
    Português Brasileiro
    4
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    Pedagogia do Suprimido” traça um inventário poético das refinadas estratégias de anulação do indivíduo, nas sociedades contemporâneas. O título do livro remete à obra do educador Paulo Freire, que propunha a emergência de uma pedagogia própria, para a libertação do oprimido. Na poesia-tese de Zeh Gustavo, o oprimido estaria a tal ponto enredado na trama desumanizante de um deus-máquina-mercado, programador até dos sentimentos, desejos e emoções, que teria involuído para uma condição de plena compressão – ou supressão, de si. Uma espécie de morte em vida que o autor busca flagrar, usando da própria biografia, inventada ou não, e de seu olhar aparentemente desencantado para, de maneira lírica, se situar em um combate por mais vida, Face a um sistema que tenta reduzir, dia a dia, o ser urbano a um estado mínimo de mero consumidor, alienado do potencial de realização de sua existência, a poesia faz-se arma para uma retomada, com amor e alma.

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin14/09/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Suicídio sem melado

    "estirado no chão da cama virada de lençóis tão vesgos observo o fosso que existe entre as horas mortas e as melhores espirro álcool no motor do horizonte vazio que me rói e o silêncio se mantém, o silêncio grita calado por entre meus ossos esbarro na sombra deixada pelo meu oco de vida, escrevo um pouco, gramo outra uca e me deito debaixo do chão"

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    Zeh Gustavo profile picture

    Zeh Gustavo

    Carioca, morador da Zona Portuária do Rio, Zeh Gustavo é heterônimo artístico de Gustavo Dumas. Com formação acadêmica em Letras (UFF, 2000), trabalhou com revisão de textos e em projetos que unem literatura e música, como o Sarau Musical Poesia Z. Em 2012 e 2014 foi um dos organizadores e curadores da programação literária e musical do FIM (Fim de Semana do Livro no Porto). Como autor, integrou livros coletivos, como a coletânea de contos “Porto do Rio do Início ao Fim” (Rovelle, 2012), com o texto “Comuna da Harmonia”. Com obras de ficção e poesia em diversas antologias e premiadas em concursos literários, publicou, entre outros títulos, os livros “Pedagogia do Suprimido” (poesia, Verve, 2013), “A Perspectiva do Quase” (poesia, Arte Paubrasil, 2008) e “Idade do Zero” (poesia, Escrituras, 2005). Como Gustavo Dumas, assinou "Solturas, balões e bolinhas de papel" (poesia, Damadá, 2001), “O povo e o populacro” (novela, Cone Sul, 1998) e "Mito da origem do futebol" (conto, Cone Sul, 1997). No samba, fundou, em 2009, no Morro da Conceição, o Terreiro de Breque, pelo qual compõe e canta. Em 2012 criou o projeto Samba da Saúde, com o Terreiro de Breque. Em 2014 o projeto ganhou a adesão de outros sambistas da região, como Raphael Moreira (Sambastião) e Alexandre Nadai (Velhos Malandros). Figura constante no carnaval da Zona Portuária, desde 2012 é cantor do Cordão do Prata Preta, conhecido como o Zumbi da Saúde e um dos principais movimentos responsáveis pelo ressurgimento do carnaval de rua nos entornos do Porto do Rio. Em 2013 e 2014 ajudou a remontar o grupo musical da Banda da Conceição, onde também canta.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Zeh Gustavo