Christiane Vera Felscherinow, mais conhecida como Christiane F., nasceu em Hamburgo, na Alemanha, em 20 de maio de 1962. Ficou famosa ao dar o depoimento de sua vida aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck, que, na ocasião de seu julgamento por uso de drogas, preparavam uma grande matéria sobre a juventude alemã para a revista Stern. Esse depoimento acabou sendo a base para o livro que viria a se tornar o best-seller nº 1 da Alemanha – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo –, o qual narra a trajetória de três adolescentes que se prostituíam numa estação de metrô para poder comprar drogas. O livro foi publicado em várias línguas e, no Brasil, recebeu o título de Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída... Trinta e cinco anos depois da edição original, Christiane V. Felscherinow retorna àqueles tempos que se seguiram à publicação do livro e às diferentes etapas de sua vida até os dias de hoje: dos anos felizes na Grécia à sobrevivência na prisão, do combate ao vício aos encontros com seus ídolos do rock, da aparição de um anjo da guarda aos momentos de felicidade com seu filho Phillip. Data de Lançamento: 18/07/2014
Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo -
Christiane Vera Felscherinow, Sonja Vukovic
Eu tinha exatamente 13 anos quando minha tia foi me buscar na escola e me entregou o livro Christiane F, 13 anos, drogada e prostituída. Achei o presente estranho mas ela alegou que eu precisava lê-lo. Depois de lido cismei com o livro. Li o mais de seis vezes , depois comprei o filme e como ele tinha David Bowie que sempre amei revia e chamava os amigos para ver em casa comigo. Qualquer pessoa que tenha sido meu amigo dos 13 aos 16 anos conhece Christiane F. eu falava do livro e do filme para todos que conhecia. Passado os anos me deparei com o livro " Eu, Christiane F, a vida apesar de tudo". Sabia por meio de matérias que o final do livro não tinha sido o fim de seu relacionamento com as drogas e pensei seriamente que depois de tudo que havia lido no primeiro livro não poderia me impressionar com mais nada. Ledo engano. A vida da menina de Berlim que ganhou o mundo não parou no the end do famoso livro, ela continuou, e agora com a grana dos direitos autorais do livro tinha drogas quando queria. Nunca entendi pais como o dela, ausentes e despreocupados, não podemos culpar somente esse fato ela ter se envolvido com drogas, mas a indiferença familiar ajudou muito. Nem sua irmã que parecia agarrada com ela teve mais contato. Christiane viveu sua fama sozinha, encontrou Bowie e se decepcionou por ver que ele tinha mais de marketing do que de atitude, conheceu cadeias e como sobreviver a elas, rodou a Grécia e a Suíça e se drogou de tudo que podemos imaginar. Teve casos com homens que nada valiam ou que só combinavam com ela quando drogados. Injetou, cheirou e abortou. As vezes tudo ao mesmo tempo. Se apaixonou por mulheres, homens e pelo filho. Philip veio para dar esperança a Chistiane, mas não durou muito seu afastamento do vício e ela acabou perdendo a guarda dele. Se a nova biografia parece mais do mesmo, para quem leu o livro anterior pode dar raiva saber que todas as chances de cura e de apoio eram jogadas no lixo por ela. Até mesmo a amizade de um casal suíço que fez de tudo para ajudar ela conseguiu perder. As recaídas era constantes e a bem da verdade ela nunca se livrou 100 por cento de seu vício , aprendeu a controlar abstinência com outra droga e morre de dores no estômago por causa de uma hepatite C. Não sabe como sobreviveu, não imagina porque tiraram seu filho e não se acha culpada em momento algum por ter magoado tantas pessoas . Pelo contrário, se sente vítima , alega que viciado é produto do meio e que não tem controle do que vive ou faz. Christiane sobreviveu, mas nem ela sabe até quando.
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