O começo do fim - França, Maio de 68

    Angelo Quattrocchi, Tom Nairn

    Record
    1998
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-10: 8501052922
    Português Brasileiro

    A Europa de 1968 era um continente em transição. As estruturas políticas e sociais eram sacudidas pelas passadas decididas de grevistas, pelo som dos grupos de rock, pelas explosões das bombas de gás lacrimogêneo atiradas por soldados e policiais contra militantes que contestavam os regimes. Mas nenhum país pareceu tão próximo da revolução quanto a França do fim da década de 60: depois da letargia do pós-guerra — que nem a nouvelle vague, com toda sua força, conseguiu mudar —, os franceses percebiam que o momento era de mudança. O COMEÇO DO FIM: FRANÇA, MAIO DE 68, um lançamento da Editora Record, é um relato dos acontecimentos que mobilizaram a França num dos anos de maior conturbação política de sua História e os reflexos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Escrito por Angelo Quattrocchi e Tom Nairn, e prefaciado por Tariq Ali (Sombras da romãzeira, também lançado pela Record), o livro narra a cronologia de uma onda de transformação ideológica que mudou a face política e social do planeta. Escrito há 30 anos, no calor das agitações que varriam a França, O COMEÇO DO FIM: FRANÇA, MAIO DE 68 apresenta um painel daquela época de rebeldia e clamor: enquanto na Grã-Bretanha os jovens começavam a questionar o regime, sob a liderança de Harold Wilson, do Partido Trabalhista, na França uma greve geral envolveu 10 milhões de operários, estudantes e profissionais de diversas categorias. O livro guarda o clima de inconformismo da época, e representa um documento histórico. Apesar de voltar seus olhos preponderantemente sobre a França, os autores de O COMEÇO DO FIM: FRANÇA, MAIO DE 68 mostram como a irrupção de 1968, inspirada na resistência épica dos camponeses vietnamitas, não se restringiu à Europa — com efeito, espalhou-se pelo mundo, afetando todos os continentes. Em apenas um país obteve resultados imediatos e mais radicais: no Paquistão, um levante estudantil precipitou uma revolta urbana generalizada e, após quatro meses de luta contínua e numerosas baixas entre estudantes e trabalhadores, veio abaixo a ditadura militar de Ayub Khan, apoiada pelos Estados Unidos.

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