Essa trilogia é daquelas que você ler o primeiro e corre para o segundo já com o terceiro na mão, pois a autora adora colocar todas as emoções no final. Também notei que ela tem uma “sequência rítmica” para os livros. O começo é mais calmo e cheio de dúvidas, depois introduz um pouco de suspense para encher nossa cabeça, no meio ela foca totalmente no romance e só perto do final trás os conflitos e solta umas respostinhas. Isso foi o que me incomodou porque em um livro de quatrocentas páginas da para fazer bastante coisa mas ao invés disso ela preenchia metade dos capítulos com conversas banais da Mara com o irmão ou até com o próprio Noah. Outra coisa, ainda não entendi o contexto das visões/ projeção que a Mara tem com a garotinha na Índia. (Que acredito ser a avó dela). Ainda está sem um pouco de nexo para mim e até agora não acrescentou em nada porém vou jogar todas as expectativas para o último livro, onde espero que todas as dúvidas e origens sejam sanadas… Novamente, a falta da quebra de barreira com a história do Noah, apesar dele ter a própria trilogia, ainda me incomoda que ela não se aprofunde nele em alguns quesitos. A Mara continua se desenvolvendo muito bem, fazendo jus ao título e já da para sentir o sangue no olho que ela está para o último livro ( Tô bem contente com isso. Adoro protagonistas que não tem medo de fazer merda e sabem usufruir do que tem).
Algumas revelações do final da para imaginar o enredo que a autora quer seguir em relação aos poderes da Mara e dos outros. (Espero muito não me decepcionar). É um livro que vai combinar muito mais com relações sobrenaturais do que com questões científicas mas vamos ver né. Posso muito bem estar errada.
Estou gostando muito, embora o caminho de construção que a autora trouxe para esse livro seja direcionado para um momento só.