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    Estudos Políticos -

    Raymond Aron

    Universidade de Brasília
    1972
    562 páginas
    18h 44m
    ISBN-10: 8523001069
    Português Brasileiro
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    Estudos políticos (1971), de Raymond Aron, reúne um conjunto de ensaios agrupados em três partes. A primeira, denominada de “Idéias”, contém textos teóricos que resumem o seu entendimento da diferença entre ciência natural (neutra a valores) e ciência social, que se constitui em presença de valores. Para explicitar em que consiste precisamente sua posição, confronta-a a Maquiavel, Marx, Pareto e Max Weber. Seu entendimento da política corresponde ao aprofundamento da visão de Weber, ponto de referência privilegiado de sua filosofia da história. As duas partes seguintes correspondem a uma espécie de aplicação da teoria à ação política no interior do Estado (2ª parte) e às relações entre os Estados (3ª parte).

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    Raymond-Claude-Ferdinand Aron profile picture

    Raymond-Claude-Ferdinand Aron

    Foi um importante filósofo, sociólogo, jornalista, comentarista e cientista político francês. <br /> <br /> Seguiu a carreira de um acadêmico extraordinariamente bem-sucedido, superando seus pares em todas as etapas. Frequentou as classes de elite do Lycée Condorcet, foi admitido na École Normale Supérieure em um momento em que ela ainda era a principal grande école do país, prestou exame de agrégation nacional em filosofia em 1928 e foi premiado com o primeiro lugar. Preparou e defendeu uma tese de doutorado em filosofia e era universalmente considerado o filósofo mais promissor de sua geração quando a Segunda Guerra Mundial deu um fim temporário a sua carreira acadêmica. <br /> <br /> Depois da guerra, ele adiou seu retorno à universidade por algum tempo, voltando suas atenções para o jornalismo - ele escreveria cerca de 4 mil artigos editoriais para Le Figaro e outros jornais no decorrer das décadas do pós-guerra -, mas em 1954 foi nomeado para a cátedra na Sorbonne (embora em sociologia) para a qual havia muito tempo ele parecia destinado. Desde então, até sua eleição tardia para uma cátedra no Collège de France, em 1971, o progresso de Aron foi sempre bloqueado por uma aliança de facto de adversários de esquerda e de direita, mas foi mesmo assim eleito membro da Académie de Sciences Morales et Politiques em 1963, e lecionou em um seminário regular na École des Hautes Érudes em Sciences Sociales. Quando de sua morte, era amplamente respeitado, nas palavras de François Furet, "não apenas um grande professor, mas o maior professor na universidade francesa."

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