Man On The Run - Paul McCartney nos anos 1970

    Tom Doyle

    Leya
    2014
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788544100165
    Português Brasileiro

    Biografia de Paul McCartney joga luz sobre um dos períodos menos conhecidos e conturbados de sua vida: os anos 1970. Na verdade tento levar uma vida bem normal. (...) A única anormalidade é ser Paul McCartney. Estamos na década de 1970 e Paul McCartney, um dos artistas mais famosos do mundo, está deprimido. Com o término dos Beatles, o músico se sente perdido e arruinando, e não tem forças sequer para sair do quarto. Aos 27 anos, a pergunta que lhe atormenta é se conseguirá reconstruir sua vida, aprendendo a conviver com a responsabilidade de ser um ex-Beatle. Man on the run é sobre recomeços. Por meio de registros históricos e entrevistas feitas pessoalmente com McCartney, o livro retrata uma década na vida do músico. Com declarações reveladoras, Macca relembra a época em que se tornou o líder de uma nova banda – a Wings –, comenta a dura decisão que o levou a processar os Beatles, a constante pressão para o retorno da banda e a forma como retomou a relação com John Lennon, além da dificuldade em, mais tarde, lidar com a morte trágica do amigo. O livro revela como a coragem, a determinação e o autoconhecimento de Paul levaram-no a superar o passado, redescobrir seu talento e a seguir em frente, tornando-se um dos mais famosos e respeitados músicos da atualidade. Fruto de uma série de entrevistas, Man on the Run confronta as declarações de McCartney feitas na época com suas impressões atuais sobre aquele período, reconstruindo a história e retratando sua luta para se reafirmar como artista, sair da sombra do seu passado e desenvolver novas maneiras de expressar-se na música.

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    Kristine Albuquerque picture
    Kristine Albuquerque12/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Realmente tento levar uma vida bem normal - disse ele, repetindo um refrão familiar, antes de revelar certa verdade: - A única anormalidade é ser Paul McCartney."

    O jornalista Tom Doyle reuniu nesta obra, através de múltiplas referências, episódios da vida de Paul McCartney dos anos 1969 a 1981. A abordagem escolhida aqui foi humanizar McCartney, mostrar quem ele era/é por trás da fama de um dos maiores músicos da história, reunindo fragmentos de entrevistas, reportagens e depoimentos, além de contar com os comentários do próprio Paul sobre esses acontecimentos. A sensação é de estar assistindo um documentário ou um programa de entrevistas, de tão casual e íntima que a narrativa consegue ser. Você consegue quase sentir como se estivesse lá, no momento em que tudo foi vivido. A linguagem também é marcada pela ironia, o que causa umas boas risadas ao longo da leitura. Destaque para a relação de altos e baixos de Paul e John, que é mostrada sem filtro e revelando a cumplicidade da dupla, apesar de alguns ressentimentos. Seu desabafo sobre o assassinato de John me fez chorar, admito. Acompanhamos a dissolução dos Beatles e toda a batalha judicial, toda a trajetória do Wings, os reencontros com os ex-Fabs, o assédio da mídia, a vida familiar hippie-rural de Paul, seu processo de criação e composição, sua prisão de dez dias no Japão, e inúmeros outros episódios inusitados. Inclusive, um dos vários pontos altos do livro é colocar às claras os vários motivos para a separação do grupo antes de sua eventual briga judicial, expondo o machismo da mídia e da população em geral que insistia em colocar a culpa ora em Yoko Ono, ora em Linda McCartney. Sendo um jornalista de prestígio no meio musical, Tom Doyle acrescenta ainda o contexto em que as músicas foram compostas e lançadas, nos dando um significado ainda maior para os versos já conhecidos. Ainda revisitamos os grandes eventos da época, dos lançamentos dos álbuns às festas particulares e diversos eventos promovidos pela família McCartney, encontrando grandes nomes da música e conhecendo outros. Dá vontade de parar para anotar e ir ouvir cada música citada, mas fiquei tão envolvida na leitura que poucas vezes consegui de fato parar para fazer isso. Vibrei como a fã que sou ao ver os encontros com Michael Jackson, Elton John, Stevie Wonder e tantos outros artistas maravilhosos. Enfim, é um deleite para os fãs da intitulada, e com razão, melhor banda do mundo de todos os tempos.

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