Che, Um Poema Guerrilheiro -

    Carlos Pronzato

    Plena Editorial
    2010
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788563367044
    Português Brasileiro

    Nunca foi militar, nem burocrata. Foi simplesmente um jovem, um homem que um dia deixou o bisturi quase virgem, para empunhar a verdade e a poesia. Suas balas foram verdadeiras, mas foram justas. Combatia contra um monstro que parecia imbatível e conseguiu vencê-lo. Na sua mochila de revolucionário estavam os de sempre, seus amigos poetas, os que como ele também combatiam com a palavra e com as armas se fosse necessário. Não podiam faltar na Sierra Maestra ou no Congo ou na Bolívia mineira, os poemas dos poetas que o haviam acompanhado nas suas longas viagens pela América profunda: Pablo Neruda, Nicolás Guillén, César Vallejo e León Felipe. Também gostava de ler o poeta turco Nazin Hikmet, que desgarrava com suas inovadoras imagens o mais cruel da essência humana. Seus amigos, os poetas, lhe escreveram milhares de palavras. Agora é o poeta argentino/brasileiro Carlos Pronzato no seu livro Che, um poema guerrilheiro quem nos narra seu canto épico a Che Guevara. Sua poesia é direta, suas imagens estão cheias de musicalidade em cada palavra e em cada silêncio. Pronzato fala-nos de um Che que está vivo. Um Che poeta.

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    luan souza25/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Che, a última página

    O Che Atrás de uma pedra Na Quebrada del Yuro Cercado E com o fuzil inutilizado Imagina a página Que nunca escreveu No seu diário: Hoje será o último dia Disto que foi O projeto de acender Uma revolução continental. Em poucos minutos mais Serei capturado E talvez fuzilado Pelo exército boliviano E os rangers norte-americanos. Peço apenas Uma última coisa A quem possa ler Estas linhas... Que se nos chega A morte Será em verdade O inicio Para que o mundo conheça A dimensão desta epopéia Que uns quantos barbudos Resolveram aqui começar E que será necessário multiplicar Até apagar as estrelas Da bandeira imperial Se é que para algo Serviu Vir até aqui lutar! Pátria ou Morte, Venceremos! 8 de outubro de 1967

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