Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores149
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Crise do Neoliberalismo -

    Gérard Duménil, Dominique Lévy

    Boitempo
    2014
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788575593684
    Português Brasileiro
    3.5
    6 avaliações
    Leram12Lendo4Querem133Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados133Avaliaram6

    Em A crise do neoliberalismo, Gérard Duménil e Dominique Lévy, dois dos mais influentes pesquisadores sobre o neoliberalismo, recontam a história desse novo estágio do capitalismo: do colapso dos subprimes à dita “Grande Contração”. Ao discutir a financeirização econômica, a reestruturação produtiva, as lutas de classes e as relações internacionais às portas de uma nova ordem global multipolar, os autores propõem uma reflexão fundamental à compreensão da história e dos rumos da economia. O livro traz uma análise da chamada “Grande Contração” de 2007-2010 no contexto da globalização neoliberal iniciada nos primeiros anos da década de 1980. Com uma abordagem crítica não dogmática, Duménil e Levy articulam uma enorme quantidade de dados perturbadores para revelar, como saldo da globalização neoliberal, o enriquecimento dos 5% norte-americanos mais ricos, em paralelo à redução de 40% para menos de 10% do PIB dos Estados Unidos em trinta anos. A queda do investimento interno na indústria, uma dívida doméstica insustentável e a crescente dependência de importações, aliados ao financiamento e ao desenvolvimento de uma estrutura financeira global frágil e impraticável, ameaçam a força do dólar. A menos que haja uma alteração radical da organização político-econômica do país, os autores preveem um declínio agudo da economia norte-americana – e não hesitam em diagnosticar: “Sair da crise vai ser muito difícil”. A do neoliberalismo é a quarta crise estrutural do capitalismo desde o fim do século XIX. A comparação com as crises anteriores – das décadas de 1890, 1930 e 1970 – coloca em perspectiva a análise profunda e detalhada que os autores fazem da situação atual. Contrapondo-se a diversas explicações sobre a crise econômica vigente, eles defendem a tese ousada de que a contração econômica em curso, à semelhança da Grande Depressão de 1929, é uma crise da hegemonia financeira. Em vez de lançar a culpa sobre indivíduos isolados, como o fazem, por exemplo, Alan Greenspan e Ben Bernanke, Duménil e Levy concentram-se nas forças estruturantes da economia. Para eles, a presente crise é resultado direto das contradições inerentes ao próprio projeto neoliberal. Suas tendências abalaram as fundações da economia da “base segura” – isto é, a capacidade dos Estados Unidos de crescer, manter a liderança de suas instituições financeiras em todo o mundo e assegurar a posição dominante de sua moeda –, uma estratégia imperial e de classe que resultou em um impasse. Segundo os autores, consertar a quebra da economia norte-americana exige a imposição de limites sobre o livre comércio e a livre movimentação de capitais, além de políticas destinadas a aprimorar a educação, a pesquisa e a infraestrutura; a reindustrialização e a fixação de tributação das rendas mais altas. Como observa Armando Boito Jr. no texto de orelha, “Diferentemente da maioria dos economistas, e inclusive de boa parte dos economistas críticos, Duménil e Lévy articulam a análise econômica com a sociológica e a política”. Assim, esboçam a natureza de um novo modelo – que, após essa crise estrutural, viria substituir o capitalismo neoliberal – a partir das dinâmicas da luta de classes e da correlação política de forças nos diferentes países e em escala internacional. A crise do neoliberalismo conta ainda com um prefácio inédito escrito especialmente para a edição brasileira, em que os autores atualizam sua análise com considerações acerca do lugar da União Europeia e do Brasil no cenário global, fazendo um balanço das políticas econômicas brasileiras a partir de 2000.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel11/09/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lista de Livros: A Crise do Neoliberalismo, de Gérard Duménil e Dominique Levy

    Parte I: “A dinâmica geral do capitalismo sob o neoliberalismo, tanto nacional quanto internacionalmente, foi determinada por novos objetivos de classe que operaram em benefício das camadas mais altas de renda, isto é, os proprietários capitalistas e as frações superiores da administração. A maior concentração de renda em favor de uma minoria privilegiada foi uma realização crucial da nova ordem social. Os dados de declaração de renda tornam evidente esse fato. Sob esse aspecto, uma ordem social é também uma configuração de poder, e implícita nesta última noção está o poder de “classe”. A essa observação, as estruturas de contabilidade nacional acrescentam que uma fração grande e crescente da renda do capital norte-americano vem de fora dos Estados Unidos. Isso envolve não apenas relações de classe, mas também hierarquias imperiais, uma característica permanente do capitalismo. A nova configuração da distribuição de renda foi o resultado de várias tendências convergentes. Forte pressão foi aplicada sobre a massa de trabalhadores assalariados, o que ajudou a reerguer as taxas de lucro dos baixos níveis atingidos nos anos 1970 - ou, no mínimo, a interromper a tendência de queda. A abertura das fronteiras do comércio e do capital inaugurou o caminho para grandes investimentos nas regiões do globo onde as condições sociais prevalentes permitiam altas taxas de retorno, gerando fluxos de capital na direção das classes altas dos Estados Unidos (e de grupos maiores que, até certo ponto, conseguem se beneficiar das rendas de capital). O livre comércio aumentou a pressão sobre os trabalhadores, efeito da competição dos países onde os custos da mão de obra são mais baixos. O endividamento crescente das famílias e do governo também gerou grandes fluxos de renda de capital. Graus extremos de sofisticação e expansão dos mecanismos de financiamento surgiram depois de 2000, possibilitando enormes fontes de renda para o setor financeiro e para as famílias mais ricas. Finalmente, a crise revelou que uma parcela significativa desses fluxos de renda se baseava em lucros duvidosos, a uma crescente supervalorização dos ativos de securitização (securities). (...) A ordem neoliberal internacional - conhecida como globalização neoliberal foi imposta a todo o mundo, desde os principais países capitalistas do centro até os países menos desenvolvidos da periferia, geralmente ao custo de severas crises, como na Ásia e na América Latina durante as décadas de 1990 e 2000. Como em todos os estágios do imperialismo, os principais instrumentos dessas relações internacionais de poder, além da violência econômica direta, são a corrupção, a subversão e a guerra. E o principal instrumento político é sempre a instalação de um governo local pró-imperialista. A colaboração das elites do país dominado é fundamental, bem como, no capitalismo contemporâneo, a ação de instituições internacionais, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Economicamente, o objetivo dessa dominação é a extração de “excedentes” pela imposição de preços baixos aos recursos naturais e investimentos no exterior, seja ele em bolsa ou o investimento externo direto. O fato de os países da periferia desejarem vender seus recursos naturais e receber investimentos externos não altera a natureza das relações de dominação, assim como, no interior de um país, os trabalhadores se dispõem a vender sua força de trabalho, a fonte última de lucro. (...) No neoliberalismo, as camadas superiores da classe capitalista, com o apoio das instituições financeiras, agem como líderes dentro do grupo mais abrangente das classes altas no exercício da dominação comum. Da mesma forma, os Estados Unidos agem como líder no âmbito do grupo mais abrangente dos países imperialistas.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2018/09/a-crise-do-neoliberalismo-parte-i.html XXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Apesar da crença profundamente enraizada na economia de livre mercado e na chamada disciplina dos mercados, a crise de 2008 deu início a uma cadeia de intervenções por parte das instituições centrais. Não há nada de surpreendente nessa reversão súbita dos princípios básicos do credo neoliberal. O neoliberalismo não se trata de princípios ou ideologia, é uma ordem social que busca o poder e a renda das classes mais altas. Ideologia é um instrumento político. Considerado desse ângulo, não houve mudança de objetivos. No neoliberalismo, o Estado (tomado aqui no sentido mais amplo que inclui o banco central) sempre trabalhou a favor das classes altas. O tratamento da crise não é exceção, só diferem as circunstâncias e, consequentemente, os instrumentos. A possibilidade de uma crise estrutural profunda e duradoura gerar uma nova ordem social, expressão de compromissos e hierarquias de classe diferentes, é outra história.” * “Na análise dos processos sociais, é importante não fazer referência a motivações individuais em termos de mera “recusa” ou “vontades”, como expresso em esforços deliberados. Mas é igualmente necessário enfatizar a consciência geralmente clara das implicações das transformações sociais por parte das classes altas, de segmentos de classe ou de grupos de interesses estreitos. Há uma profunda percepção - ainda que por vezes mal orientada e com possíveis opções divergentes - dos interesses dessas comunidades por seus membros. Há uma visão tipicamente de direita dos interesses capitalistas básicos que está constantemente oculta sob as controvérsias correntes e a tomada de decisão (como no neoliberalismo). Ela manifesta uma forte aversão à excessiva intervenção do Estado (exceto quando exigido pela preservação dos interesses imediatos), a defesa dos livres mercados (ou seja, a busca ilimitada das rendas mais altas), a afirmação de que a “disciplina” do mercado é suficiente para assegurar a estabilidade do sistema, a necessária flexibilidade dos mercados (em particular o mercado de trabalho), os supostos efeitos negativos da organização dos trabalhadores, o medo da inflação, e assim por diante. Intelectuais importantes, politicamente orientados para a direita, dão a esses princípios a aparência de declarações científicas, congressos e think tanks contribuem para seu refinamento e renovação constantes. Lobistas agem para convencer funcionários do governo sempre que se fizer necessário.” * Mais em:

    50 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 6
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%