Foi no conto que Machado de Assis atingiu a plenitude na arte de escrever. Tivesse refreado menos a imaginação, no que foi impedido pelo excesso de autocrítica – autocrítica que não é certamente a característica dos grandes romancistas universais do século XIX do porte de um Balzac, de um Dickens, de um Tolstói, todos com a sua corcunda de folhetinista, algumas vezes folhetinista de gosto duvidoso – e o nosso Machado de Assis estaria certamente inscrito entre eles. No conto, sim, ele foi insuperável. E transmitiu, como se verá através desta coletânea, os traços fundamentais da psicologia do homem médio, sobretudo do homem urbano, que habitava a Corte, nos anos que já se vão tornando distantes do sereníssimo reinado do Senhor D. Pedro II. Contos desta Coletânea: 1) O Alienista; 2) Evolução; 3) Umas Férias 4) Cantiga de Esponsais; 5) O Espelho; 6) Missa do Galo; 7) O Caso da Vara; 8) Trio em Lá Menor; 9) A Causa Secreta; 10) Papéis Velhos; 11) O Diplomático; 12) Verba Testamentária; 13) Teoria do Medalhão; 14) A Chinela Turca.

