Nessa edição, cinco das sete HQs tem inspiração em King Kong, sendo histórias toscas com ilustração legal. O porquê da valorização do gorilão? Elementar, caro Watson! Oportunismo. A edição é de 1977, na esteira de sucesso do filme de 1976. Rapaz! São surreais e ruins, mas capazes de despertar a curiosidade. Ainda mais porque todas tem cenas que nem a retratada na capa da edição. Deixando de papo furado, espia só: "Adeus, Bambi Bone" - sobre uma atriz de 10 metros (esqueçamos os pormenores) que se sente pouco reconhecida pelos papéis de monstrengos que desempenha e aí, num filme como Conga, um cretino substitui as balas de festim dos aviões... sem mais comentários...; "A noiva de Congo" - Ô coisa infame... e um tanto pornográfica... numa hipotética continuidade à King Kong, que não morreu na queda do edifício e sua musa inspiradora, super apaixonada, em desenrolar surreal, fica gigante e então... ah, esqueçam... Roteiro doentio. "Fantasia de macaco" - certa dupla rouba uma robô gigante, feita pelos mesmos construtores do robô de King Kong, rola perseguição e briga entre robôs no alto do Empire State e, tal qual no filme, a bela matou a fera, mas também se ferrou e então.. mas o que estou fazendo... se quiserem saber leiam essas e outras tosqueiras... Fim, numa saída de fininho pela esquerda, em outra leitura no contexto da pandemia em Macapá.


