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    Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi -

    Marcos Bagno

    Parábola Editorial
    2014
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788579340901
    Português Brasileiro
    5
    5 avaliações
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    O que quer dizer estar na pindaíba? Por que chamamos de muquirana alguém que é pão-duro? Qual a origem dos nomes Moacir, Jandira, Ubiratã, Iracema, Iara, Maíra, Moema e Jurema? Você sabe de onde vem sapecar? Por que só nós, brasileiros, temos um nome especial para pipoca? Todas essas palavras e muitas outras têm origem no tupi, língua indígena que deixou uma rica herança no português brasileiro. Nomes de bichos, de plantas, de gente e de lugar. Nomes de coisas, de comidas, de bebidas e de seres fantásticos. Pororoca, pipoca, paca explica de onde eles vieram e mostra a importância desse legado na nossa vida de todos os dias.

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    Mariana de Camargo picture
    Mariana de Camargo06/05/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A língua portuguesa no Brasil foi imposta por um projeto de séculos de apagamentos (literais e figurativos) dos povos que aqui já estavam. A resistência se faz também na língua, em palavras e nomes que sobrevivem a séculos de exploração e se infiltram no português e em outras línguas hegemônicas. Esse livro é um esforço dos pesquisadores Marcos Bagno e Orlene Lúcia C. Carvalho de mostrar, de maneira didática e explicativa, algumas dessas palavras que sobrevivem no nosso dia a dia provenientes do tupi, a maior das línguas indígenas pré-colonização. Por ser um material com o propósito de ser didático, a leitura é tranquila para crianças/jovens e pessoas sem conhecimentos de linguística profundos. As ilustrações são bem presentes e ajudam a colocar em imagens o que os textos apresentam. As palavras aparecem em ordem alfabética no português, sempre com a reconstrução para o original em Tupi e explicações históricas e de uso coloquial. Cada letra-tópico está em cor diferente, criando um visual divertido e instigante. É uma leitura para se fazer aos poucos, com tempo para observar e perceber, na nossa própria fala, essas heranças. Para mim, foi uma leitura também de novidades, já que muitas palavras não são tão usadas onde eu moro – uma região que foi mais fortemente colonizada, e que antes desse período, tinha maioria linguística Macro-Jê, outra família linguística separada do Tupi.

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    Marcos Araújo Bagno profile picture

    Marcos Araújo Bagno

    Marcos Bagno é professor da Universidade de Brasília (UnB). Escritor, poeta e tradutor, se dedica à pesquisa e à ação no campo da educação linguística, com interesse particular no impacto da sociolinguística sobre o ensino. Mantém colunas mensais nas revistas Caros Amigos e Carta na educação; é constantemente convidado a fazer conferências e a ministrar cursos no Brasil, na Argentina, no Urugai, no Paraguai, na Espanha e no Canadá. Tem diversos livros publicados, entre os quais se destacam A língua de Eulália – novela sociolinguística; Preconceito linguístico – o que é, como se faz; Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa; Língua materna – letramento, variação e ensino; A norma oculta – língua & poder na sociedade brasileira; Nada na língua é por acaso – por uma pedagogia da variação linguística.

    55 Livros
    156 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Marcos Araújo Bagno