Da juventude a idade avançada, as correspondências trocadas por Cezanne ao longo dos anos mostram o homem como artista integral, de temperamento ora sensível, ora contraditório, mas sempre preocupado com a pintura e a beleza, com a paixão que o movia. Cartas essas que parecem ser escritas nos raros descansos da atividade que o consumia - e que por vezes o isolava, voluntariamente. Emile Zola, Camille Pisarro, mulheres e filho são alguns dos poucos correspontes e por vezes dão a dimensão de Cezanne como ser social: um sujeito austero, solitário - a despeito da família. Talvez o que chame mais atenção em suas correspondências seja, de fato, a felicidade em se dispor incansável ao desenvolvimento das suas questões pictóricas, a paixão pela pintura.