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    Cangaços -

    Graciliano Ramos

    Record
    2014
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788501404466
    Português Brasileiro
    3.9
    65 avaliações
    Leram95Lendo8Querem153Relendo0Abandonos3Resenhas16
    Favoritos2Desejados153Avaliaram65

    A antologia é uma reunião de textos do escritor alagoano – alguns inéditos – sobre o banditismo sertanejo, que foram publicados entre os anos de 1931 e 1941, em veículos de seu estado natal e do Rio de Janeiro, então capital do país. Ao todo, são 14 artigos de imprensa e dois capítulos do romance Vidas secas.

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    Wanderson Ruan picture
    Wanderson Ruan05/03/2025Resenhou um livro
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    Uma análise sobre o cangaço

    A obra reúne diversos textos de Graciliano Ramos que exploram o cangaço sob uma ótica crítica e realista. Diferente das abordagens romantizadas que algumas narrativas oferecem, Graciliano expõe o cangaço como um produto das condições adversas do sertão nordestino, fruto da miséria, da injustiça social e da violência institucionalizada. O autor analisa as origens do cangaço, sua motivação e as figuras marcantes dessa história, como Lampião. Ele apresenta os cangaceiros como personagens ambíguos: ao mesmo tempo temidos, respeitados e até amados por algumas populações, que viam neles uma forma de resistência contra a opressão dos grandes latifundiários e do Estado. No entanto, Graciliano não idealiza o cangaço, destacando sua brutalidade e a perpetuação da violência como modo de sobrevivência. O autor desmonta mitos e revela o cangaço como um fenômeno complexo, que não pode ser reduzido apenas a banditismo ou heroísmo. A obra é um importante testemunho sobre a realidade nordestina da época, trazendo reflexões sobre desigualdade e a luta pela sobrevivência em um ambiente marcado pela escassez e pelo abandono do poder público.

    15 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 65
    • 5 estrelas23%
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    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira