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    O Avesso do Niilismo - Cartografias do Esgotamento

    Peter Pál Pelbart

    N-1
    2013
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788566943030
    Português Brasileiro
    4.6
    17 avaliações
    Leram22Lendo12Querem106Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos5Desejados106Avaliaram17

    Afinal, do que é que estamos tão esgotados, hoje? Inspirado em um vasto leque de autores, de Musil a Blanchot, de Deleuze a Agamben, de Jünger a Sloterdijk, mas também apoiado em experiências-limite extraídas de Deligny ou de algum trabalho esquizo-cênico, o livro que o leitor tem em mãos apresenta indícios, mesmo fugidios, de um deslocamento em curso. De quem? Do quê? Em qual direção? Não sabemos ao certo. É uma cartografia coletiva, inacabada, movente, que indica pontos de estrangulamento através dos quais, nos avessos do niilismo biopolítico, se liberam outras energias, visões, noções. Não se trata, portanto, de saber “quem fala”, nem “de qual lugar se fala”, talvez nem mesmo “do que” se fala, mas, como o sugeriu Guattari, “o que fala através de nós”. É preciso imaginar uma cartografia do esgotamento que fosse uma espécie de sintomatologia molecular, como em Beckett. Ali, figuras extremas como esgotamento, desastre, catástrofe, e mesmo caosmose, tangenciam pontos de a-fundamento onde aparecem, paradoxalmente e ao mesmo tempo, os contramovimentos do presente. É nesses pontos de inflexão que se insinuam, de maneira às vezes imperceptível, os contragolpes minúsculos, mas também as explosões multitudinárias que denunciam o que caducou (valores, estilos, problemas), ao mesmo tempo em que deixam entrever novos desejos e necessidades.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Ju Semeghini picture
    Ju Semeghini29/03/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "A vida capaz de condutas"

    Esse é o título de um dos capítulos finais do livro, e o escolho exatamente por conter uma espécie de mapeamento daquilo que o livro todo apresenta. Um mapa de condições de possibilidades para a instauração de modos de existência "mínimos"; passando pela penumbra em que os vagalumes de Didi-Huberman podem aparecer, os vacúolos de silêncio de Deleuze, a tentativa da jangada de Deligny, entre outras tantas complexidades que não cabem numa resenha de aplicativo. Um mapa com diversas direções e potências relacionais para preservar a própria possibilidade.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.6 / 17
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Peter Pál Pelbart profile picture

    Peter Pál Pelbart

    Peter Pál Pelbart é um filósofo, ensaísta, professor e tradutor húngaro, residente no Brasil. Graduado em Filosofia pela Universidade Paris IV, é mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, doutor em Filosofia, pela Universidade de São Paulo e livre-docente pela PUC-SP. Vive na cidade de São Paulo, onde é professor da PUC-SP e coordena a Companhia Teatral Ueinzz, formada por pacientes psiquiátricos do hospital-dia A Casa. É professor no Departamento de Filosofia e no Núcleo de Estudos da Subjetividade do Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP.

    11 Livros
    7 Seguidores

    Peter Pál Pelbart