Dean and Me - A Love Story

    Jerry Lewis, James Kaplan

    Three Rivers Press
    2006
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9780330443531

    In a memoir by turns moving, tragic, and hilarious, Jerry Lewis recounts with crystal clarity every step of a fifty-year friendship, from the springtime, 1945 afternoon when the two vibrant young performers destined to conquer the world together met on Broadway and Fifty-fourth Street, to their tragic final encounter in the 1990s, when Lewis and his wife ran into Dean Martin, a broken and haunted old man. In 'Dean and Me', Jerry Lewis makes a convincing case for Dean Martin as one of the great — and most underrated — comic talents of our era. But what comes across most powerfully in this definitive memoir is the depth of love Lewis felt, and still feels, for his partner, and which his partner felt for him: truly a love to last for all time.

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    Fabrí­cio César Franco31/07/2022Resenhou um livro
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    Memórias melancólicas do fim de uma amizade

    Jerry Lewis e Dean Martin fizeram seu último show juntos numa terça-feira de julho de 1956, 10 anos depois de começarem sua parceria. "Quando acordei na quarta-feira à tarde", escreve Lewis em "Dean and Me", seu livro de memórias, "compreendi como um amputado deve se sentir." Casamentos de celebridades desmoronam o tempo todo. Mas a separação dos dois devastou os inúmeros fãs da dupla mais do que o fim de qualquer romance de Hollywood (para quem conhece Martin e Lewis apenas como relíquias do show-biz, eles eram como astros do rock antes que esses existissem). Os fãs superaram o rompimento, mas Lewis deixa dolorosamente claro que nunca o fez. A fórmula de Martin e Lewis era bastante simples: Martin era o adulto sensato (e sonhador), e Lewis era o garoto maluquinho. O mecanismo que os tornava tão hilários juntos era delicado e irreprodutível. Os shows ao vivo da dupla eram um pandemônio, bolhas de caos potencial, em que tanto eles quanto o público sabiam que a qualquer minuto absolutamente qualquer coisa poderia acontecer. Mas Lewis admite abertamente que o que realmente fez Martin e Lewis terem sucesso foi o prazer em se apresentar juntos. Lendo "Dean and Me", percebe-se que nem mesmo Lewis sabe exatamente o que acabou com a dupla. O ciúme profissional é a razão mais óbvia e fácil de entender — Martin preocupava-se com os críticos pensarem que Lewis fosse a espinha dorsal do ato. Mesmo 50 anos depois, Lewis pareceu quase incrédulo que os dois tenham seguido caminhos separados de forma tão amarga (eles se reconciliaram, no final da vida de Martin, morto em 1995). Estas são memórias cativantes, mas também comoventes, do fim de uma amizade, e o quanto isso amargura até mesmo o mais bem sucedido artista.

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