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    Le Ventre de Paris (Les Rougon-Macquart #3) -

    Émile Zola

    Gallimard
    2002
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9782070423583
    4
    5 avaliações
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    Le Ventre de Paris, ce sont les Halles, avec leur «souffle colossal épais encore de l'indigestion de la veille», leurs montagnes de mangeailles, de viandes saignantes, «de choses fondantes, de choses grasses», de «gradins de légumes» d'où montent «le râle de tous les potagers de la banlieue». «L'idée générale, écrit Zola, est le ventre, la bourgeoisie digérant, ruminant, la bête broyant le foin au râtelier, la bedaine pleine et heureuse se ballonnant au soleil.» Aux «Gras» s'opposent les «Maigres» : Florent, un proscrit du 2 Décembre revenu à Paris qui fomente un complot contre le régime et sera dénoncé par Lisa, sa belle-sœur, une charcutière «au grand calme repu». Florent retourne en prison et c'est à son ami Claude Lantier, le futur héros de L'Œuvre, que revient le mot de la fin : «Quels gredins que les honnêtes gens !»

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    Gláucia Renata Beretta picture
    Gláucia Renata Beretta17/09/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O Ventre de Paris - Émile Zola

    Terceiro volume da saga dos Rougon-Macquart, publicado em 1873. A saga se inicia durante o golpe dado por Napoleão III junto ao exército derrubando a República e restaurando o Império. Bem atual. Nesse volume Paris vive sob vigilância dessa ditadura e o protagonista Florêncio acaba de voltar fugido do degredo das Guianas, para onde tinha sido deportado sem razão nenhuma, apenas por estar no lugar errado, na hora errada. Se antes não pensava nisso, lá passou a alimentar ideias de vingança contra o Império e volta cheio de ideias revolucionárias. Assume identidade falsa e estabelece-se em Paris na casa de seu irmão Quenu e sua esposa Lisa, proprietários de uma salsicharia. Toda a ação está centrada numa feira de rua com suas barracas de peixe, flores, embutidos, carnes, etc. Zola foi extremamente detalhista ao descrever esse ambiente; para cada barraca ele descreve minuciosamente seus produtos, modo de fabricação, os vendedores, relação de concorrência entre eles, etc. O título do livro se explica aí, é tudo muito nojento e feito com absoluta falta de higiene. Vegetarianos vão sofrer em vários trechos onde o autor descreve o abate de animais. A trama se baseia na disputa entre a salsicheira Lisa e a peixeira Luísa Méhudin e nesse embate o segredo de Florêncio corre perigo. Gostei do livro mas o excesso de descrições do ambiente me pareceu mais substancial que a própria trama. Uma frase de um dos personagens (Cláudio Lantier) resume bem o espírito do livro: " Que grandes velhacas essas pessoas de bem!".

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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