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    Son Excellence Eugène Rougon (Les Rougon-Macquart #6) -

    Émile Zola

    Gallimard
    2009
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9782070399673
    2.5
    3 avaliações
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    Mallarmé, le 18 mars 1876, écrivait à Zola à propos de Son Excellence Eugène Rougon : «Un intérêt profond s'y dissimule admirablement sous le hasard plein de plis et de cassures avec lequel le narrateur d'aujourd'hui doit étoffer sa conception. Je considère votre dernière production comme l'expression la plus parfaite du point de vue que vous aurez à jamais l'honneur d'avoir compris et montré dans l'art de ce temps. Dans l'attrayante évolution que subit le roman, ce fils du siècle, Son Excellence marque encore un point formidable : là où ce genre avoisine l'histoire, se superpose complètement à elle et en garde pour lui tout le côté anecdotique et momentané, hasardeux. Quelle acquisition subite et inattendue pour la littérature que les Anglais appellent la fiction !»

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    Marcos Augusto09/08/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Sexto volume da série Les Rougon-Macquart e de longe o pior dos 20 romances. Neste livro, em suas próprias palavras, Zola penetra nos “bastidores políticos” do Segundo Reinado. Os personagens estão próximos do poder: ministros, deputados, altos funcionários públicos. A ação ocorre de 1856 a 1861. Eugène Rougon é o filho mais velho de Pierre e Félicité Rougon. Nos romances La Fortune des Rougon, La Curée e La Conquête de Plassans, sua ascensão política foi descrita indiretamente: de Paris, a capital, ele permitiu que seus pais assumissem o centro da política em Plassans, sua cidade natal (La Fortune des Rougon ) e seu irmão, Aristide Saccard, para enriquecer com a especulação imobiliária em Paris (La Curée); por meio do abade Faujas, garantiu que Plassans voltasse politicamente para o lado do poder vigente (La Conquête de Plassans). Deputado de Deux-Sèvres na Segunda República, contribuiu para o golpe de 2 de dezembro de 1851 por Louis-Napoleon Bonaparte, depois entrou para o Senado. No início de Sua Excelência Eugène Rougon, foi Presidente do Conselho de Estado. A ação é aberta com sessão na Câmara dos Deputados. Todos vieram como se estivessem no show, as falas são mais fofocas do que debates, a câmara está totalmente sujeita ao Imperador, principalmente na hora de votar os créditos do batismo do Príncipe Imperial. Quando Eugène Rougon, que havia caído em desgraça, renunciou à presidência do Conselho de Estado, assistimos a todo o trabalho de influência que sua comitiva, sua "turma", realizou para trazê-lo de volta ao poder. Cada um espera dessa maneira promover seu próprio interesse.

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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