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    A Derrocada (Os Rougon-Macquart #19) - 2 Volumes

    Émile Zola

    Cia Brasil
    1956
    653 páginas
    21h 46m
    ISBN-13: 9782070375868
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    A Derrocada é um romance de Émile Zola publicado em 1892, o penúltimo da série Les Rougon-Macquart . A história se passa no contexto dos eventos políticos e militares que encerraram o reinado de Napoleão III e o Segundo Império em 1870, em particular a Guerra Franco-Prussiana , a Batalha de Sedan e a Comuna de Paris.” O romance começa no verão de 1870, quando após sérias tensões diplomáticas, a França declarou guerra à Prússia (o núcleo da Alemanha que então emergia como uma nação entre várias cidades, regiões e principados díspares). Os franceses esperavam obter uma vitória rápida marchando com seus exércitos para o leste, direto para Berlim. Em vez disso, os exércitos prussianos cruzaram o Reno antes dos franceses, bateram o exército francês do Reno em retirada e invadiram a França. O romance é de longe o mais longo da série Rougon-Macquart. Seu personagem principal é Jean Macquart, um fazendeiro que após ter perdido sua esposa e suas terras (acontecimentos descritos no romance A Terra ), ingressou no exército para a campanha de 1870. O tema principal é a brutalidade da guerra pelo comum soldado e para a população civil, que é atingida por perdas de familiares e amigos e por dificuldades econômicas. Está escrito em três partes.

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    Aécio de Paula27/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Derrocada - Émile Zola

    Publicado em 1892, esse romance histórico é o penúltimo da série Rougon Macquart. É a obra mais extensa da série. Antes do leitor iniciar a leitura é importante ler sobre o contexto da guerra da França e a Prússia (Alemanha) e analisar as brigas políticas que levaram a tal situação. Essas informações não são plenamente analisadas por Zola. Além do mais, o livro deveria ter um mapa para o leitor se orientar durante as batalhas descritas. São várias cidades e regiões descritas e com um mapa a leitura ficaria mais interessante. Zola descreve os horrores dessa guerra e as táticas que não deram certos. Os generais franceses desorientados, soldados despreparados e indisciplinados, as bagunças militares, etc. João, personagem do livro A terra, juntamente com Maurício, sofrem a dolorosa vida de um soldado em batalha. Zola também descreve a queda do segundo Império a qual ele odiava. Na segunda parte, a luta se concentra em Sedan e a vitoria da Prússia é iminente e depois a batalha é na capital da França, um período chamado de A comuna de Paris. Achei o livro muito bom. Algumas partes são enfadonhas. Mas no todo, o livro vale 5 estrelas. Se o leitor não se inteirar do contexto histórico, vai achar o livro chato.

    9 curtidas

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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