História da Biogeografia - Do Gênesis à Primeira Metade do Século XIX

    Nelson Papavero, Dante Martins Teixeira, Laura Rocha Prado

    Technical Books
    2013
    443 páginas
    14h 46m
    ISBN-13: 9788561368296
    Português Brasileiro

    Como e por que animais e plantas estão assim distribuídos sobre a face da Terra. Por que alguns grupos só existem em certas regiões e não em outras. As diversas explicações surgidas em quase três mil anos de história da Biologia, antes do advento do paradigma evolutivo, são o assunto deste livro, um verdadeiro romance da Biogeografia. Abarca desde a primeira grande teoria formulada no Livro do Gênesis até a proposição das grandes regiões biogeográficas publicadas na primeira metade do século XIX, contemplando também as primeiras teorias sobre deriva continental nos séculos XVI, XVII e XVIII.

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    João Paulo Hoppe picture
    João Paulo Hoppe30/10/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em essência, a pergunta inicial e final da biogeografia é: por que os organismos se encontram onde estão? A pergunta é bem simples e curta, mas desencadeou toda uma área científica, uma das mais importantes para compreensão da biodiversidade. Tradicionalmente, entendemos que a área teve início com os estudos de de Candole, Wallace ou Sclater, dependendo pra quem é feita a pergunta. Na verdade, vem de muito, muito antes. A Bíblia não deve ser levada como um livro de verdades e leis para os tempos modernos, mas retrata muito bem o conhecimento dos povos que a escreveram. Está lá a tarefa de Deus para Adão de nomear todos os seres vivos - um belo alfa taxonomista! Também está lá a divisão dos seres vivos em regiões distintas, apenas oriunda da observação. Essa distinção era explicada, em clinas latitudinais, era explicada devido ao padrão altitudinal no Monte Ararat, ponto de desembarque da Arca pós-Dilúvio. E foi assim por muito tempo, até começarem a questionar certos pontos... A História mal feita é apenas uma coleção de fatos em ordem cronológica. Um fato sucede ao outro sem muita explicação ou interpretação dos acontecimentos. Por sorte, Papavero é tão bom em sua escrita como é em sua pesquisa científica. A leitura flui facilmente, indo de épocas e pesquisadores conhecidos (como os mencionados anteriormente) até os que são desconhecidos até pelos especialistas. Um ponto forte do livro é manter as citações originais dos textos que cita. Isso significa que textos em latim, francês, inglês (arcaico e moderno), alemão e espanhol permanecem ipsis literis. Isso evita questões de entendimento equivocado oriundo de traduções que não capturam o original. Mas também é o ponto fraco pra quem não sabe nem o básico desses idiomas. Uma tradução (com notas em certos termos) após a citação original resolveria isso.

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