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    Marília de Dirceu e Cartas Chilenas -

    Tomás Antônio Gonzaga

    Martin Claret
    2003
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    2.9
    612 avaliações
    Leram1247Lendo43Querem338Relendo1Abandonos105Resenhas15
    Favoritos2Desejados338Avaliaram612

    Com têndicias para o bucolismo, os fingimentos pastoris e as alusões mitológicas, a poesia de Tomás Antônio Gonzaga é típica do arcadismo. A primeira parte das liras de Marília de Dirceu foi publicada em Lisboa, em 1792; uma segunda edição, com acréscimos, saiu em 1799, enquanto a terceira parte só apareceu postumamente. As Cartas Chilenas, poema epistolar em decassílabos brancos (sem rimas), escrito entre 1788 e 1789, foi, durante muito tempo, objeto de dúvidas sobre sua autoria. Gonzaga foi um dos nossos maiores poetas.

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    Mila :) picture
    Mila :)24/05/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Só pra salvar o que eu achei das obras

    Sobre Cartas Chilenas: De início, eu achei muito chato de ler, o que já era previsto, pois é uma obra antiga, de leitura lenta e muito "escondida" da época, também da escola literária arcadista. A parte que me deixou intrigada, no entanto, foi perceber que realmente haviam "mensagens'' escondidas na obra, não sobre o governo chileno, que é o que se esperava, mas sim com grandes críticas ao governo do nosso país imposto na época, com grandes influências do movimento da inconfidência mineira, havendo grandes críticas sobre os "superiores" e com grande caráter satírico. Em suma, é até bom, ao ver que em cada carta tem um título que dá uma ideia geral do que tá sendo escrito, como desordem, corrupção, favorecimentos, caos, e acho, ACHO que menção dos escravos (mas posso estar errada porque o movimento, infelizmente, não focou no seu fim). Sobre Marília de Dirceu: TUDO de arcadismo tá nessa obra, menções greco-romanas, toda a adoração pela natureza, uma vida simples, um pastoralismo e bucolismo (que o autor se coloca em tal cenário de uma maneira que, por um momento, eu pensei que ele realmente morava no campo) e todas as sua confissões amorosas direcionadas à Marília, que estão dividas em três partes (na primeira, ele deixa totalmente exposto seu desejo por ela, na segunda, em seu período de prisão com teor de sofrimento e, no terceiro, a saudade que ele tem dela, após ter sido exilado). É bastante claro seu "amor" pela "personagem" (que, por sinal, a princípio, eu pensava que era loira, mas, ele mesmo disse que não era depois) e como ele não pode ficar com ela/tê-la.

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