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    007 Contra o Satânico Dr. No (007 #6) - Dr. No

    Ian Fleming

    Record
    2004
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-10: 8501066516
    Português Brasileiro
    3.9
    179 avaliações
    Leram288Lendo5Querem172Relendo1Abandonos1Resenhas7
    Favoritos15Desejados172Avaliaram179

    Fleming, Ian Fleming. Um homem que se tornou uma lenda ao criar outra: Bond, James Bond. Com as aventuras do espião charmoso, viril e quase indestrutível, Fleming ganhou o título de Sir e uma fortuna. Fleming já era um sucesso literário, mas com a versão cinematográfica de 007 contra o satânico Dr. No - primeiro título a ser adaptado para as telas, em 1962, com Sean Connery na pela do agente secreto-, autor e personagem se transformaram em ícones da cultura pop. Curiosamente, neste livro é apresentado um Bond fragilizado, depois de ter sofrido uma espécie de "estupro psíquico" em Moscou contra 007, sua aventura anterior na versão literária. Quem pode tirar proveito disso é o vilão No, um imigrante chinês que passa os dias pensando em formas diferentes de dominar o mundo. O cenário é a Jamaica, pré-reggae, apenas sol, mar e sedução - além de drinques exóticos, é lógico. Bond está de pistola nova, maior e mais potente. Mas ainda não disparou com ela. Aí é que mora o perigo.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Osman Torres Ximenes Junior picture
    Osman Torres Ximenes Junior22/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    007 contra O Satânico Dr. No, Ian Fleming

    Acho que é o primeiro livro da série que eu leio que é melhor que seu filme. É inevitável ignorar uma das franquias de maior sucesso da história do cinema ao acompanhar a obra de Ian Fleming, e um dos prazeres de lê-la é certamente reconhecer cada faceta dos bonds da telona representada no personagem de tinta e papel. Mas aqui eles não poderiam divergir mais. A partir de um prólogo movimentado, segue-se um modelo obrigatório: reunião com M, escolha de armas, missão em um país exótico, reencontros com aliados, flertes com belas jovens, reconhecimento do QG do super vilão mestiço, cujo plano muitas vezes envolve elementos encontrados na série animada Scooby-Doo! Um diferencial é que o aliado aqui tortura (além de organizar outros sacrifícios cruéis), seguindo as ordens de um frio mas consciencioso James Bond. Eventualmente, sem medo de cair em spoiler, o assistente morre, para uma, essa sim inesperada, sentimental reação do agente com licença para matar. Essa flexibilidade de sentimentos, ou crescimento pessoal, pouco explorada em suas aventuras - literárias ou cinematográficas - parece inspirada pela bondgirl da vez, caçadora de conchas (gíria para vagina, mas eu posso estar lendo demais os símbolos), a única personagem jamaicana no livro "que não é de cor" e que ainda reforça o arquétipo de gênero "nasci ontem e já sou sexy". Mas eram os anos 50 e além das doses de racismo e machismo, personagens fazem uso de cigarros e palitos de dente! Dito isso, gosto de pensar que Fleming tira sarro tanto dos hábitos metódicos de seus conterrâneos como de seus ideais colonialistas. O humor vai de nomes ridículos como Trueblood e Honeychile ao sexual, mesmo com tiradas homoeróticas! O fato do vilão sádico quase sempre ser um magnata é menos anacrônico infelizmente. Aliás seu aparato tecnológico relativo a vida marinha e planos de reclusão e dominação mundial não devem ser confundidos com o Capitão Nemo. É No, Dr. No. Também não envelheceu em seu ritmo de ação para mim, apesar de que o agente 007 passe a maior parte do tempo conquistando a confiança das pessoas com quem interage, só para mostrar força e coragem inerentes a sua profissão nos últimos capítulos mais maratonáveis e até inclinados ao puro terror. De qualquer maneira, me diverti com todos, numa regularidade inédita na série até aqui. Ainda Fleming consegue dar um verdadeiro senso de ambiente, embora tenha notado uma geografia um pouco confusa em alguns momentos, e principalmente apresentar nuances para um personagem mundialmente famoso por ser o definitivo Cara. James Bond nunca apareceu tão desalinhado a um fim de missão, ou vulnerável. É como eu gosto do personagem, às vezes batido, às vezes mexido.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 179
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas1%
    Ian Lancaster Fleming profile picture

    Ian Lancaster Fleming

    foi um militar, escritor e jornalista britânico mais conhecido por escrever vários romances de espionagem protagonizados por sua criação, o agente secreto James Bond. Ele nasceu em uma família rica de ascendência escocesa, com seu pai tendo sido membro do Parlamento do Reino Unido por Henley de 1910 até sua morte na Frente Ocidental na Primeira Guerra Mundial em 1917. Fleming estudou em Eton, Sandhurst e, brevemente, nas universidades de Munique e Genebra, realizando diversos trabalhos até estabelecer-se como jornalista.

    82 Livros
    114 Seguidores
    Londres, Inglaterra

    Ian Lancaster Fleming