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    Camaradas - Nos Arquivos de Moscou: A História Secreta da Revolução Brasileira de 1935

    William Waack

    Companhia das Letras
    1993
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-12: 8571643423__
    Português Brasileiro
    3.7
    30 avaliações
    Leram65Lendo11Querem344Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos2Desejados344Avaliaram30

    A história secreta da revolução brasileira de 1935, quando os comunistas brasileiros pegaram em armas no Nordeste e no Rio de Janeiro. Documentos obtidos pelo autor em Moscou desmistificam fatos até então obscuros.

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    Andre Elias Morelli Ribeiro19/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essencial para compreender o Brasil de hoje

    Este livro comete um grave pecado: fala das suas fontes sem qualquer pudor. Explico-me. Waac foi até Moscou quando os arquivos do Partido Comunista - erro que Olavo de Carvalho aponta como fundado na crença do pró-comunismo da intelectualidade ocidental - ficarram abertos por curto período de tempo. Ali o autor se deparou com documentos em russo, francês, inglês, espanhol e mesmo em português sobre figuras essenciais da revolução comunista de 1935. Como a historiografia oficial é sempre totalmente pró-esquerdista/pró-comunista, sempre tivemos conta que esta foi mais uma das diversas tentativas de revolução comunista de David x Golias. Ledo engano. Pesado engano. O livro revela detalhes dos personagens (com destaque para a ficha oficial de Olga Benário, que no Brasil foi endeusada, mas o Politburo discordava; ou ainda da ficha do canastrão do Prestes, tratado como idiota com carisma por Moscou, me lembrou até o Lula) conforme os arquivos, mostrando por exemplo que enquanto recebiam revolucionários profissionais ou mesmo faziam treinamento na União Soviética, no Brasil a polícia estava num nível de total amadorismo, e a revolução não triunfou por pura incompetência, lentidão, e às vezes inoperância do PCB (as opiniões dos estrangeiros sobre os comunas brasileiros me fez chorar de rir). O problema é que o livro, escrito no estilo 007, às vezes fica lento. É difícil também ter em mente as dezenas de nomes estranhos à nossa língua, apesar do esforço do autor em clarificar. Nesta obra Waac entra para a raríssima galeria dos grandes jornalistas históricos, tão comuns em países como França e EUA, mas raros aqui nessas paragens, e os poucos que tem são todos comprados por ideologias esquerdóides. Pena que as diretrizes para a revolução internacional descritas no livro foram abandonadas por Moscou, logo não podem explicar os movimentos dos comunas aqui após a 2a GM.

    3 curtidas

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    3.7 / 30
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas3%
    William Waack profile picture

    William Waack

    É um jornalista e professor brasileiro. Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e em ciência política, sociologia e comunicação na Universidade de Mainz, na Alemanha. Fez mestrado em Relações Internacionais. Também foi atleta membro da Seleção Brasileira de Handebol. venceu duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo: pela cobertura da Guerra do Golfo (1991) e ao revelar informações sobre a Intentona Comunista de 1935 até então mantidas sob sigilo nos arquivos da antiga KGB em Moscou (1993).

    2 Livros
    5 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    William Waack