Paradoxo. Essa é a palavra mais próxima que encontro para resumir M. Cendón. Paradoxal. Na simplicidade cortante dos seus textos e fotos, a visão complexa de mundo de uma artista multimídia. Paradoxal. Artista que se encaramuja nas lonjuras dos pampas, mas tece linhas que poderiam ter sido escritas em qualquer outra lonjura em qualquer parte do mundo. Universal. Paradoxal. Os textos curtos, de palavras precisas, que encerram significados imensos. Paradoxal. Poeta e pampas expostos, mesmo que escondidos em segredos infindáveis. Paradoxo, figura de expressão da complexa língua portuguesa. Paradoxo não é gente, não é poeta. Mas em seu canto de lente e letras, M. Cendón é paradoxo. A amante dos pampas que hoje se torna menos hermética, torna-se mais paradoxal. Paulo Roberto Anastacio da Silva, (Paulo Ras) - jornalista e publicitário. Livro publicado: Sussurros, Desamores e Colibris.
Lonjuras - Poemas de Terra, Ar, Água e Fogo
M. Cendón
ViaPampa
2013
85 páginas
2h 50m
ISBN-13: 9788566967036
Português Brasileiro
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