Hobbes (Os Pensadores #1) -

    Thomas Hobbes

    Nova Cultural
    1988
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Leviatã ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil [1651] ::: Baseando seu pensamento na tentativa de conciliar o empirismo e o racionalismo clássicos, no determinismo mecanicista e no nominalismo, Hobbes discute no Leviatã, sua obra mais importante, a natureza, a origem e a organização da sociedade e do Estado. Partidário do absolutismo político, defende-o sem recurso à noção de direito divino. O poder absoluto do governante resultaria de contratos estabelecidos entre os homens e capazes de transformar o estado de antureza em que todos os homens viveriam em guerra contra todos os homens em sociedade organizada. Artificial e precário, o pacto social exigiria, para sua manutenção e manutenção da paz, a transferência de todo poder para as mãos de um governo absoluto. Refletindo a situação histórica da Inglaterra de seu tempo, a obra de Hobbes foi rebatida pela solução liberal apontada, também na Inglaterra, por Locke. E o absolutismo real foi derrotado pelo liberalismo, que instituiu a separação e autonomia entre os poderes e fez prevalecer a mentalidade civil e o espírito de tolerância. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva Pesquisa da introdução por Paulo Sérgio de Morais Sarmento. Consultoria da introdução por João Paulo Monteiro.

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    Clio13/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A coleção Os Pensadores trouxe a obra mais conhecida de Thomas Hobbes para representar sua contribuição: O Leviatã. Nessa obra, ele expõe sua ideia sobre a formação e função do Governo, bem como a forma que a natureza humana as influencia. É uma extensa argumentação sobre a selvageria do Homem e a sobrevivência do mais apto - beirando o cartesianismo. A ideia, então, é que apenas um monarca absoluto, o Leviatã, poderia controlar uma sociedade formada por tais seres e que o contrato social formado nesse meio perduraria como uma garantia contra a guerra e apenas enquanto o Governo servisse ao homem - o que é extensivamente discutido nas três primeiras partes do livro. Algo a se manter em mente ao ler tal obra é que sua proposta se entrelaça pesadamente com a filosofia cristã. Assim, embora não seja de cunho religioso, Hobbes não se furta a citar, analisar e criticar tudo que possa ameaçar a centralização governamental: da Reforma Protestante à Guerra Civil Inglesa. Uma das coisas mais interessantes a se notar é a sistematização do pensamento absolutista. Posteriormente, o autor seria duramente criticado durante o Iluminismo, e por ser tão fixado a sua época, a maioria dos estudos passam por cima de sua participação política para se fixar no pensamento metafísico (ainda que esse seja mais teológico que qualquer outra coisa). Tendo sido escrito durante a época das grandes navegações, o texto exige um bom conhecimento de sua conjuntura histórica; a edição peca um pouco ao não fornecer notas que possam facilitar a leitura. Contudo, como todas as edições da Nova Cultural relacionadas, a qualidade de produção é ótima e ainda oferece uma pequena biografia, bibliografia e cronologia.

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