O que Freud não pôde prever aturdido pelas queixas das histéricas, tentando ajustá-las ao mal necessário daquela civilização é que, na dinâmica da história, que é sempre uma história feita por sujeitos desejantes, ela, a mulher, conquistaria o direito ao trabalho e ao prazer, descobrindo a possibilidade de ser o sujeito do desejo e não apenas o objeto do desejo do outro. Entre os oficios e também os prazeres, as mulheres encontraram a escrita. A escrita com seu poder de reconstrução de identidades[...]. A proposta de revisão na historiografia literária brasileira aponta, na estética de grande parte da literatura escrita por autoras brasileiras, uma inspiração na consciência do gênero. E, portanto, essa vertente dos estudos literários sinaliza o papel da literatura como espaço de representações de identidades de gênero é, sobretudo, de resistência, luta e renovação social.
Ficções do Feminismo -
Adriana Maria de Abreu Barbosa
Edições Uesb
2011
102 páginas
3h 24m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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