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    Conversa na Sicília -

    Elio Vittorini

    Cosac Naify
    2002
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 857503149x
    Português Brasileiro
    4.1
    60 avaliações
    Leram103Lendo5Querem130Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos10Desejados130Avaliaram60

    Conversa na Sicília é considerado um dos maiores romances do italiano Elio Vittorini (1908-1966). O livro inaugura uma concepção de linguagem como instrumento coletivo, arma para falar em nome do "gênero humano ultrajado". Depois de morar durante quinze anos no Norte da Itália, Silvestro, o protagonista, retorna de trem à cidade onde nasceu, na Sicília, para um reencontro poético com sua mãe, personagem notável e expressiva. A paisagem, os cheiros, as conversas dos companheiros de viagem e a gente da Sicília redesenham aos poucos a geografia de sua infância.

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    José Cláudio Sussay picture
    José Cláudio Sussay22/03/2024Resenhou um livro
    0

    Achei que foi uma leitura sensível. O personagem principal, após receber uma carta de seu pai que havia deixado sua mãe, resolve atravessar a Itália retornando a sua Sicília natal, e a reencontrando. É uma viagem com diversos personagens no seu percurso, com diálogos realizados de maneira confessional, explorando os costumes e paisagens (e a pobreza) da Sicília no período da Segunda Guerra Mundial. Achei interessante também a relação entre mãe e filho após quinze anos de ausência, uma empatia e uma simplicidade muito grande nos modos da mãe com seu filho. Vale salientar as leves, porém pontuais reflexões de Vittorini acerca do momento que a Itália passava, o regime fascista Pelo que pesquisei e li, Vittorini foi um autor ligado ao Neorrealismo italiano, porém tomando uma posição mais à esquerda do que seus contemporâneos. No fim da vida inclusive trabalha junto com Calvino. Vale ressaltar acerca da bela edição da extinta Cosac Naify, onde o texto é permeado por centenas de fotos realizadas por Luigi Crocenzi, sob a orientação de Vittorini.

    2 curtidas

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    4.1 / 60
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    Elio Vittorini

    Romancista, crítico e tradutor notável, Elio Vittorini (1908-1966) foi um dos mais expressivos e atentos animadores do debate cultural do pós-guerra. Ao lado dos amigos Italo Calvino, Cesare Pavese e Eugenio Montale, é um dos maiores escritores da literatura italiana do século XX. Depois de Conversa na Sicília (1941), escreveu Homens e não (1945), provavelmente o primeiro romance da Resistência. Este livro narra a história de um grupo de partigiani - homens determinados, mulheres decididas e sedutoras -, na luta cruel contra o nazifascismo na Itália, e é também o testemunho de um intenso amor naqueles tempos sombrios e violentos na cidade de Milão. Sua produção narrativa, com visada de poeta, é o documento de uma paixão que leva a literatura ao coração dos problemas humanos e das contradições sociais e políticas, antes e depois do fascismo.

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    Elio Vittorini