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    A primavera da pontuação -

    Vitor Ramil

    Cosac Naify
    2014
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788540506114
    Português Brasileiro
    4.2
    91 avaliações
    Leram124Lendo10Querem189Relendo0Abandonos5Resenhas8
    Favoritos13Desejados189Avaliaram91

    Certa manhã, pinta-se um quadro negro: uma palavra-caminhão, dessas que trafegam ameaçadoramente inclinadas, carregada de letras garrafais, atropela um ponto numa esquina de frases e foge sem ser identificada. Enfurecida, a pontuação se revolta e o quadro político e social de Ponto Alegre se desequilibra. No desenrolar da trama, o Rei que não governa, o Regente com problemas de regência, a Rainha ambiciosa e traiçoeira e a Passiva — polícia secreta do Estado — terão de enfrentar os perigosos radicais Grego e Latino (do grupo terrorista Compostos Eruditos), uma igreja popular recém criada e o descontentamento generalizado que teve início com o atropelamento do pequeno ponto. Terceiro romance de Vitor Ramil, depois de Pequod (Artes e Ofícios, 1995) e Satolep (Cosac Naify, 2008), A primavera da pontuação transcorre no mundo da linguagem. Nele, o leitor entrará fascinado para confundir-se com os protagonistas da língua e acompanhar a lógica de suas ações. Ficção científica, farsa e romance pop convergem nessa obra divertida e inteligente, em que a erudição linguística ao mesmo tempo fabula, explica e provoca.

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    Resenhas (8)Ver mais
    Guido Percú picture
    Guido Percú13/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Junta manifestações políticas com regras gramaticais, lembra das aulas de lingua portuguesa (mas de uma forma super divertida!). Me lembrou de "Flatland - A Romance of Many Dimensions", que cria uma história usando figuras geométricas e temas matemáticos. Também ótimo, mas menos divertido =)

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 91
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Vitor Ramil  profile picture

    Vitor Ramil

    Vitor Ramil nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 7 de abril de 1962. Iniciou sua carreira artística como músico, compositor, letrista e cantor na década de 1980, tendo gravado seu primeiro disco, Estrela, Estrela, aos 18 anos. Na década de 1990, afastou-se dos estúdios para dedicar-se exclusivamente aos shows, apresentando-se muitas vezes na pele de um personagem pálido e corcunda, o divertido Barão de Satolep. É nesse cotidiano de música, poesia e teatro que Vitor Ramil começa sua carreira de escritor, lançando a novela Pequod (1995), ficção criada a partir de passagens de sua infância, da relação com o pai, de andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. Esse contexto fez com que o autor começasse a refletir sobre sua identidade de sulista e sua própria criação através do que chamou de “a estética do frio”. A busca desta deu-lhe a convicção de que o Rio Grande do Sul não estava à margem do centro do Brasil, mas sim no centro de uma outra história. Foi a partir dessa ideia que Vitor Ramil tornou-se um dos renovadores da “milonga”, gênero musical comum ao sul do país, Uruguai e Argentina, ao qual dedicou seu disco Ramilonga (1997), afinidade com as invenções mais radicais da cena artística contemporânea. Ramil já lançou sete discos e tem canções gravadas por nomes internacionais como Mercedes Sosa e Jorge Drexler. Satolep Sambatown (2007) é seu mais recente trabalho ? ele venceu o Prêmio Tim de Música 2008, na categoria Melhor Cantor por Voto Popular.

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    18 Seguidores

    Vitor Ramil