Sou um amante declarado dos contos. Considero um mestre o autor que consegue reunir no espaço limitado dos contos todos os elementos necessários para tornar uma historia atraente e envolvente. Também sou fã de livros extensos e sagas, nunca deixarei minha paixão por J.K Rowling e Tolkien, mas o conto tem em si especificidades que me encantam. Não é tarefa fácil reunir em poucas paginas um mundo inteiro que foi imaginado.
Samuel Medina é o autor que me entregou hoje uma nova chave de portal. Adentro em seu trabalho com sede de historias que me façam viajar e personagens que me contem segredos. Trarei algumas de suas obras no decorrer do ano, sendo a primeira “Patos Selvagens”.
Sabemos que não se pode julgar um livro pela capa, entretanto quando encontramos uma arte de capa atraente somos levados a ingressar no livro, a capa é de todo modo um cartão de visitas e uma porta de entrada. A capa do livro, tal qual seu conteúdo, é adorável. A imagem singela da moça envolvida por uma grande figura de pato tendo como plano de fundo árvores de um bosque ou floresta. Há uma sintonia entre a imagem da capa e o conteúdo do texto, a capa estende a mão para o leitor e as palavras fazem o leitor caminhar por dentro de belo conto.
A historia envolve dragões, magos/magia, maldição de família, cavaleiros, caçadores de tesouros e um dos mais importantes sentimentos que existem: o amor verdadeiro. O autor desenvolve a trama expondo as premissas e esclarecendo as origens, logo nos entrega perguntas que nos levam em busca de respostas.
Nosso caçador de tesouros deverá desvendar o enigma que envolve e liga sua vida com a vida da Dama do Lago, uma linda moça que vivera a prisão de uma maldição que a prendia no lago e fazia transformar-se em patos todos que se aproximavam. Em meio às agruras dessa missão e com o coração acelerado em sentimentos e anseios nosso herói terá de enfrentar um grande perigo e mostrar coragem mesmo diante de um inimigo poderosíssimo e temível.