"Faço parte de Deus, porque sou um artista. Todo livro meu contém todo o meu sangue. Em verdade vos digo que o meu reino é deste mundo, entre os humildes e os que sofrem e onde minha memória jamais se apagará. " (João de Minas) A Mulher Carioca aos 22 anos, de João de Minas (pseudônimo de Ariosto Palombo) foi publicado pela primeira vez em 1934. É obra de um autor mineiro completamente desconhecido nos dias de hoje, jornalista e publicitário que escreveu também os romances Jantando um Defunto (1928), A Datilógrafa Loura (1934), Fêmeas e Santas (1935), entre outras pérolas. Elogiado na época por Monteiro Lobato e Humberto de Campos, atualmente seu estilo pode ser comparado ao de Nelson Rodrigues, segundo seus leitores. Em 1990, A Mulher Carioca aos 22 anos virou peça de teatro dirigida por Aderbal Freire Filho, autor do generoso posfácio desta edição. Intitulado Quem é esse cara? o texto traz uma pequena e bem humorada biografia de João de Minas. O livro conta a trajetória de Angélica desde os seus 18 anos, uma moça ingênua no pervertido Rio de Janeiro dos anos 30.

