Henrique Erik Machado de Sousa
Nascido no dia trinta de setembro de 1996 na cidade de
Camocim, no Ceará. Cidade pequena essa, talvez tão pouco
conhecida. Foi neste lugar onde herdou sua
educação, seu jeito de ser, suas influências e, cada um pode
dizer o mesmo de sua cidade. De uma família típica do litoral,
tem uma irmã um ano e cinco meses mais nova, seus pais são
autônomos e moram em uma casa pequena afastada do centro da
cidade. Cresceu num ambiente agradável, porém não perfeito, como
em toda convivência em qualquer lugar, o que é de se imaginar
normal, onde os costumes hoje estejam sendo perdidos continua
sobrevivendo. Desde pequeno é apaixonado por música. Na
verdade sua história com ela veio primeiro e é uma das
descobertas que o faz querer ser melhor e, muitas coisas na sua
vida se resumem a ela.
Sempre foi sua vontade ter algo publicado desde que começou a
realmente ler livros e esta forma o agradou muito, por ter a ideia
de reunir alguns de seus textos e fortificar a missão de ampliar
conhecimentos e experiências através da leitura, de qualidade.
Acredita muito no poder da poesia, o jeito como ela pode
mudar os pensamentos e o jeito maravilhoso como eles ocorrem na
cabeça. É uma loucura que fomenta o conhecimento e a busca por
ele. Além de ser uma extraordinária válvula de escape pra que
precisa sempre. É fascinante o efeito que pode proporcionara o leitor
desde que esteja em contato. Dos poucos autores da sua
cidade onde pode-se citar um deles, o sonetista Raimundo Bento
Sotero, um grande. Sempre teve vontade de
escrever um livro. Fascinou-se pela poesia quando tinha os seus
treze anos, daí rabiscou algumas palavras, mas nada
de importância, eram trabalhos de escola como todo aluno normal
faz quando estuda literatura. Nessa idade tudo era brincadeira, claro.
Achava muito difícil escrever, tinha de pensar um monte e assim
sempre desistia. Seus textos acabavam sempre no lixo, ou meus
professores levavam. Nunca mais os via e, também não se
preocupava.
Cresceu desde então. Lendo romances, quadrinho, revistas,
mas não perdeu o gosto pelos livros de poesia. Carlos Drummond de
Andrade foi quase seu pai. Escreveu alguns até em sua homenagem
mas acabou perdendo. Daí vieram Manuel Bandeira, Castro Alves, E
então foi pegando gosto pelo assunto e levando mais a sério o ato de
criar algo. "Faz muito bem a mente, ao corpo e a própria pessoa." - Diz ele.
"Quem lê está em contato constante com os sentimentos de quem
escreveu e interagindo com a história, sofrendo com os personagens
acabamos nos tornando pessoas melhores. Essa é a importância da" - Continua -
"Leitura e é algo que eu gostaria de compartilhar com mais pessoas.
A noite do meu real nascimento na poesia foi super, um amigo
meu que se diz escritor igual a mim, que está ai escondido foi quem
me “descobriu” um dia. O fato é que ele deu uma lida num dos meu
poemas, era uma noite, depois do grupo de oração na igreja o meu
preferido até então Simplesmente, demorou um tempo lendo. Talvez
estivesse pensando no que falar, talvez tenha gostado, ou não. Gosto
de pensar que ele gostou tanto mas não queria descer o nível e sair
correndo com o papel na mão. Mas o que ele fez foi levantar o olhar
e brincou: “Cara, você tá quase no meu nível”.
Eu entendi que ele queria dizer que tinha gostado do meu texto."
Henrique Erik