Roadie Crew #164 - Heavy Metal & Classic Rock

    Equipe Roadie Crew

    Roadie Crew
    2012
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-19: ISSN:&nbsp1415–322X
    Português Brasileiro

    Elvis: o Rei do Rock, eternamente No dia 16 de agosto, completaram-se 35 anos da morte de Elvis Presley e isso fez com que eu me sentisse na obrigação de comentar algo sobre essa verdadeira lenda do mundo da música, principalmente porque durante vários anos minha geração desprezou e até mesmo ridicularizou a imagem do Elvis. O interesse por música, especialmente pelo Rock, por parte da maioria das pessoas da minha idade só começou nos anos 60 com o aparecimento de Beatles, Rolling Stones e outros, período em que Elvis atravessava uma fase terrível, pois sua carreira tinha passado a ser totalmente direcionada para o objetivo comercial de quem administrava seu trabalho artístico. Com isso, aquele garoto que causou enorme impacto quando surgiu nos anos 50 com muita irreverência, esparramando o Rock'n'Roll pelo mundo (apesar de nunca ter se apresentado fora dos EUA) e afrontando grande parcela da conservadora sociedade americana com suas performances, acabou se transformando numa atração altamente lucrativa (na música e no cinema), mas com seu prestígio como artista ofuscado pelo aparecimento da poderosa geração que realizou a maior revolução cultural e comportamental da história da humanidade. Na semana em que todos os grandes veículos de comunicação prestaram homenagens à memória do Rei, cheguei a lembrar de onde eu estava e o que estava fazendo quando foi anunciada sua morte. A partir daquele instante, em 1977, foi que passei a reavaliar o que significava o fenômeno Elvis para a música que assumiu tamanha importância na minha vida pessoal e profissional. Até porque, alguns anos antes disso, o tempo que eu passava ouvindo música era predominantemente dedicado a curtir Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Grand Funk Railroad, Jimi Hendrix e outros nessa mesma linha, enquanto Elvis se apresentava nos cassinos de Las Vegas, com aparência decadente, obeso, ou possivelmente inchado, cujo maior sinal de ousadia e extravagância estava no figurino de gosto extremamente duvidoso. Mas, passei então a sentir que valeria a pena me aproximar de sua música e prestar atenção no seu trabalho que, acima de tudo, proporcionou ao Rock a condição de alcançar uma dimensão que nenhum outro estilo musical conseguiu. Embora não tenha se destacado como compositor (quase todo seu repertório é de músicas criadas por outras pessoas), sua obra tem a marca inconfundível de uma voz perfeita, poderosa e única. Elvis não foi o primeiro astro do Rock que apareceu na cena musical, mas sem qualquer dúvida foi quem desencadeou a explosão desse gênero que se ramificou, se modernizou e continua presente na vida das pessoas em todos os países do mundo. A importância de Elvis para arte pode ser sintetizada numa frase proferida por John Lennon: "Os Beatles não teriam existido se Elvis Presley não tivesse aparecido antes." Seguramente, esse mundo seria totalmente diferente se ele não tivesse nascido. Recomendo a todos uma visita a Graceland, em Memphis (EUA), inclusive aos que tenham reconhecido tardiamente seu valor. Airton Diniz

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    Rodrigo Noé de Souza15/05/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Olho no lance

    Futebol e rock podem andar lado a lado. Em época de copa do mundo, a revista deu um show de bola, com gente que tanto fala de futebol, quanto gostam de um bom Rock.

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