PALESTINA PAZ, SIM. APARTHEID, NÃO. -

    JIMMY CARTER

    QUIDNOVI
    2007
    231 páginas
    7h 42m
    ISBN-13: 9789728998684
    Português

    O Presidente Carter, que teve a capacidade de negociar a paz entre Israel e o Egipto, manteve-se activamente ligado aos assuntos do Médio Oriente depois de ter deixado a Casa Branca. Neste livro, partilha o seu conhecimento pormenorizado da história da região e analisa as questões políticas mais sensíveis que muitos dirigentes e altos funcionários americanos tem evitado. Sem vacilar, recomenda os passos que devem ser dados pelos dois Estados que dividem entre si a Terra Santa--Israel e a Palestina--sem que se instaure um sistema de apartheid ou se mantenha o medo constante do terrorismo. Não haverá uma paz substantiva e permanente para nenhum povo nesta região tão conturbada enquanto Israel continuar a violar as resoluções das Nações Unidas, a contrariar a política oficial americana e o Roteiro internacional para a Paz, ocupando terra que pertence aos Árabes e oprimindo os Palestinianos, escreve Jimmy Carter. E os líderes governamentais dos Estados Unidos devem estar na linha da frente para alcançar o objectivo, há muito adiado, de um acordo justo que possa ser honrado e cumprido por ambas as partes. Este é um livro corajoso, que nos desafia e nos faz pensar.

    Resenhas (1)Ver mais
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    Roberto da Costa Mello05/08/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Israel x Palestina.

    É incrível como esta história é atual, quando comprei este livro em maio 2014, não havia guerra, porém passados 02 meses, eclode um conflito entre Israel e a Palestina, mais especificamente contra o Hamas, o braço armado e terrorista dos palestinos, creio que não haverá fim este conflito… “A experiência histórica dos judeus deve ser levada em linha de conta. Os judeus foram sujeitos, durante séculos, às dores da Diáspora e a perseguições tenazes em quase todos os países onde se estabeleceram. Apesar dos notáveis contributos que deram a todos os aspectos da sociedade, muitos judeus foram mortos e outros foram expulsos, de terra para terra, pelos seus governantes cristãos. Mesmo não tendo os mesmos direitos dos muçulmanos, tanto os cristãos como os judeus que viviam nos países islâmicos conseguiram prosperar melhor do que os não cristãos na Cristandade, porque o Profeta Maomé ordenou aos seus seguidores que reconhecessem as origens comuns da fé de uns e de outros através de Abraão e que honrassem os seus profetas e protegessem os crentes.” “O líder sírio disse também que os israelitas asseguravam que os judeus em todo o mundo constituíam um só povo, independentemente das óbvias diferenças de identidades, linguagens, hábitos e cidadania, mas que negavam a perspectiva de os palestinos serem um povo coeso com uma identidade nacional, uma só língua, uma só cultura e uma só história. Muitos árabes consideram esta distinção uma forma de racismo, mediante a qual os israelitas acabam por ver os árabes palestinos como seres inferiores, desprovidos dos mais básicos direitos humanos e pessoas a quem não hesitam em classificar como terroristas, quando resistem aos avanços de Israel. E também escarneceu das afirmações de Israel, de que era uma verdadeira democracia, dizendo que essa igualdade política e social se aplica apenas aos judeus.”

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