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Aventuras na História Nº 132 (Julho de 2014) - Allan Kardec e o espiritismo
Abril
Julho de 2014
"Allan Kardec e o espiritismo" A reportagem abordou algumas peculiaridades, como a adesão kardecista pela elite no Brasil ainda no século 19, com o texto correlacionando à desilusão com a religião vivenciada e preenchimento desta lacuna com credo que tratavam como pensamento científico, interessante para eles também pela ascendência europeia, sem a identidade africana ou indígena discriminadas no contexto. Para mim o que realmente se destacou foi o pensamento descomprometido com liturgias cristãs, numa simplificação da espiritualidade à boas obras e conceitos novos de interpretação do evangelho de Jesus. Em termos práticos, renega o próprio Jesus e sua obra redentora, substituindo-a pela crença na reencarnação, entre outros aspectos. Respeito por todos que promovam a boa vontade, paz na terra entre os homens, assim convivo com os amigos espíritas, mas sobre a doutrina em si rejeito e abomino totalmente tudo o que propõem. Creio na Bíblia como Palavra de Deus, que nos ensina, como em Gálatas, que ainda que um anjo do céu (não que aconteça, mas ainda que acontecesse) ensinasse outro evangelho, que fosse anátema, porque é anticristo e mentiroso. "Sangue, sexo e poder" Sobre a família Bórgia e busca pelo poder, a partir da politicagem na igreja. Ilustra o jogo de interesses na religião com a fé sobretudo nos homens, fora da essência do que deveria ser, de buscar conhecer a Deus, entregando-se desmedidamente e cegamente aos homens. Isso tem acontecido em tudo que é religião, com as pessoas cada vez mais preguiçosas para a criticidade na busca e conhecimento das Escrituras Sagradas, além da igreja ausentando-se de sua missão evangelística valorizando doutrinas que não anunciam primordialmente as boas-novas de Jesus. "Heranças do conflito" A revista publicou várias reportagens sobre a primeira guerra mundial ao longo de 2014 (ano do centenário) e a dessa edição foram avanços tecnológicos instigados no conflito. No contexto militar, entre outros exemplos citados, surgiram os tanques (em contraposição à luta nas trincheiras e sua inércia prolongada, irritante para os senhores da guerra); os aviões foram transformados em armas (opondo-se ao idealismo que provocaram em sua origem) e, de quebra, criaram também os porta-aviões, amplificando o poder bélico dos navios (devaneio que tive, foi de que materializaram lendas antigas, medievais, sobre ataque de dragões a vilarejos, provocando caos apocalíptico antes da volta para o covil). No meio civil, o zíper, o bronzeamento artificial e até o horário de verão foram invenções correlacionadas à guerra. Na coluna "Histórias Íntimas", Mary Del Priore dissertou sobre a culinária através da História. Interessante como alguns fatos mudam. Ela citou a batata que, antes de ser considerada iguaria fina na Europa, tinha chegado para ser ração de porcos. Lembrei de nota histórica em edição anterior, sobre a primeira cidade ou comunidade de origem europeia nas Américas pós Colombo (La Isabela, na República Dominicana, século 16) ter desaparecido pouco depois, principalmente por conta do escorbuto, doença desencadeada por falta de vitamina encontrada também na batata, mas que fora rejeitada pelo desconhecimento e associação com alimento de selvagens.
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