A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos, e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária". Com imensa penetração e poder, Lovecraft expôe as formas e aspectos do horror sobrenatural na literatura e sumariza de maneira magistral toda a gama de expressões literárias do Horror desde o folclore primitivo até os romances e contos dos seus mentores e mestres do século XVIII, XIX e XX. H. P. Lovecraft's "Supernatural Horror in Literature," first published in 1927, is widely recognized as the finest historical survey of horror literature ever written. The product of both a keen critical analyst and a working practitioner in the field, the essay affords unique insights into the nature, development, and history of the weird tale. Beginning with instances of weirdness in ancient literature, Lovecraft proceeds to discuss horror writing in the Renaissance, the first Gothic novels of the late 18th century, the revolutionary importance of Edgar Allan Poe, the work of such leading figures as Nathaniel Hawthorne, Ambrose Bierce, and William Hope Hodgson, and the four “modern masters” -- Arthur Machen, Lord Dunsany, Algernon Blackwood and M. R. James.... H.P. Lovecraft (1890-1937), the most important American supernaturalist since Poe, has had an incalculable influence on all the horror-story writing of recent decades. Altho his supernatural fiction has been enjoying an unprecedented fame, it's not widely known that he wrote a critical history of supernatural horror in literature that has yet to be superceded as the finest historical discussion of the genre. This work is presented in this volume in its final, revised text. With incisive power, Lovecraft here formulates the esthetics of supernatural horror & summarizes the range of its literary expression from primitive folklore to the tales of his own 20th-century masters. Following a discussiom of terror-literature in ancient, medieval & renaissance culture, he launches on a critical survey of the whole history of horror fiction from the Gothic school of the 18th century (when supernatural horror found its own genre) to the time of De la Mare & M.R. James. The Castle of Otranto, Radcliffe, "Monk" Lewis, Vathek Charles Brockden Brown, Melmoth the Wanderer, Frankenstein, Bulwer-Lytton, Fouqué's Undine, Wuthering Heights, Poe (full chapter), The House of the Seven Gables, de Maupassant's The Horla, Bierce, The Turn of the Screw , M.P. Shiel, W.H. Hodgson, Machen, Blackwood & Dunsany are among those discussed in depth. He also notices a host of lesser writers--enough to draw up an extensive reading list. By charting so completely the background for his own concepts of horror & literary techniques, Lovecraft throws light on his own fiction as well as on the horror-literature which has followed. For this reason this book will be especially intriguing to those who've read his fiction as an isolated phenomenon. Any searching for a guide thru the inadequately marked region of literary horror, need search no further'.' [Unabridged & corrected republication of 1945 edition. New introduction by E.F. Bleiler].
O Horror Sobrenatural na Literatura -
Howard Phillips Lovecraft
A Erudição de Lovecraft
Sempre que começo a ler um autor que eu ainda não tinha lido, fico com aquela horrível impressão de ter chegado no fim da festa. Já rolaram os maiores babados, mas eu não tenho tempo de me inteirar de tudo. Então, como o jornalista que só conseguiu uma testemunha que soube por ouvir dizer, eu tento escrever. Vida dura esta... mas, a verdade, é que não me conformaria em não indicar um dos mais interessantes livros que li nos últimos tempos. Trata-se do longo ensaio histórico-literário feito por H.P. Lovecraft (que entremeei com a leitura de alguns contos deles que resenharei depois), intitulado O Horror Sobrenatural em Literatura. Com um panorama traçado desde meados da época moderna, Lovecraft convida a uma deliciosa viagem pela literatura anglo-saxônica de horror sobrenatural. Mas não é apenas o trabalho de um escritor apaixonado pelo próprio gênero de trabalho. Lovecraft deixa claros os critérios com que leu cada época e cada um dos autores. Reconhece os pontos fortes e os fracos e a contribuição de cada um para o gênero. Acima de tudo, o escritor concebe uma encantadora definição para a literatura de horror sobrenatural e seu lugar no gosto dos leitores, embora, ele reconheça, ela nunca chegará a todo o público leitor pelo gosto e sempre encontrará muita dificuldade em ser reconhecida pela "grande literatura". Neste último ponto, há uma avaliação lúcida e coerente. É muito difícil fazer uma literatura de gênero, capaz de açambarcar o gosto popular e, ainda assim, construir uma prosa imortal. Mas não é impossível, há bons exemplos e Lovecraft os analisa todos. Contudo, fica claro que, neste caso, a celebridade dos autores de gênero se dá menos pelas experimentações estilísticas que pela capacidade de criar fábulas a temporais, capazes de acessar as partes escuras da alma humana e fazê-las temer. Os autores capazes desse feito, são aqueles cujos escritos atravessam nossa sociedade aficionada ao realismo sem jamais caírem no ridículo. São os que, nas palavras de Lovecraft, exploram, acima de todos os medos, o medo do desconhecido. Ora, com o que povoamos a escuridão se não com nossas perversidades e horrores? O medo do desconhecido é o medo da loucura, da própria mente humana em desalinho. É ali que o pavor mais insuportável reside. Os personagens de Lovecraft podem salvar a vida, mas poucos mantém a sanidade. Os que mantém, após os episódios narrados, nunca mais serão os mesmos, carregam para sempre a marca do horror. Uma marca que sequer conseguem compartilhar, pois nela reside o indizível. Terminei a leitura como uma sensação de inveja de uma escola de escritores como a professada por Lovecraft. Não estou falando dos escritores de literatura fantástica ou de horror, mas dessa ideia tão clara demonstrada por ele: a de que para mergulhar na literatura não basta apenas ler e conhecer os pares, mas que a presença de uma saudável erudição pode ser extremamente benéfica. Fiquei encantada e diminuída com o tamanho deste autor. Ávida por mais e mais dele. Mas, perdoem os fãs mais antigos, pois li apenas este livro e alguns contos e estas são as minha impressões no fim da festa. Devia ter chegado antes... Também publicada no meu blog - Sapatinhos Vermelhos
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