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    Fahrenheit 451 -

    Ray Bradbury

    Globo Livros
    2014
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788525057501
    Português Brasileiro
    4.1
    61183 avaliações
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    Favoritos178Desejados85083Avaliaram61183

    Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. Agora, o título de Bradbury, que morreu recentemente, em 6 de junho de 2012, ganhou nova edição pela Globo de Bolso. A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético a moral do senso comum, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie.

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    Resenhas (9512)Ver mais
    Gustavo Rodrigues picture
    Gustavo Rodrigues29/11/2020Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Queria ter gostado, mas...

    Esse é o segundo livro que leio da famosa "tríade distópica" formada por: 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo. Quando li 1984 gostei demais, dei 5 estrelas com facilidade e esperava muito que o próximo livro da tríade seguisse o mesmo caminho, mas não foi o que aconteceu. Não curti. Achei a narrativa bem lenta, sem nada interessante que realmente me prendesse a história. Também não simpatizei com os personagens, mas admito que a premissa do livro é, de fato, muito boa, porém não me identifiquei com a forma que ela foi desenvolvida. Sim, tem uma crítica a alienação que muitos vivem, sempre em frente aos seus televisores e tudo mais, porém não vi nada muito impactante. Um fato que me incomodou MUITO foi eu ter lido o prefácio e, sem saber, perceber que lá consta o final do personagem principal do livro. Então iniciei a leitura já sabendo o destino do Montag. Enfim, eu não sou nada comparado a essa obra e a importância que ela tem pra inúmeras pessoas, então não me sinto muito bem em criticá-la. Recomendo sim a leitura, mesmo não tendo curtido, porque a experiência que um livro traz é única pra cada leitor. Eu não gostei, mas muita gente dá 5 estrelas e favorita. Leitura não é unânime, e se fosse não teria graça.

    1296 curtidas

    Estatísticas

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    • 5 estrelas31%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%