The Currents of Space - The Empire Novels

    Isaac Asimov

    Spectra
    1991
    217 páginas
    7h 14m
    ISBN-13: 9780553293418

    High above the planet Florinia, the Squires of Sark live in unimaginable wealth and comfort. Down in the eternal spring of the planet, however, the native Florinians labor ceaselessly to produce the precious kyrt that brings prosperity to their Sarkite masters. Rebellion is unthinkable and impossible. Not only do the Florinians no longer have a concept of freedom, any disruption of the vital kyrt trade would cause other planets to rise in protest, ultimately destabilizing trade and resulting in a galactic war. So the Trantorian Empire, whose grand plan is to unite all humanity in peace, prosperity, and freedom, has stood aside and allowed the oppression to continue. Living among the workers of Florinia, Rik is a man without a memory or a past. He has been abducted and brainwashed. Barely able to speak or care for himself when he was found, Rik is widely regarded as a simpleton by the worker community where he lives. But as his memories begin to return, Rik finds himself driven by a cryptic message he is determined to deliver: Everyone on Florinia is doomed . . . the Currents of Space are bringing destruction. But if the planet is evacuated, the power of Sark will end--so some would finish the job and would kill the messenger. The fate of the Galaxy hangs in the balance.

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    Ricardo Ferrari Peloi picture
    Ricardo Ferrari Peloi26/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mirabolante, curioso e um pouco triste

    Continuando a sequência da saga do Império do Asimov, aqui vemos mais um passo importante nessa jornada da humanidade pela Galáxia. O contexto desse livro coloca um gigante (Trantor) contra um anão (Sark), ou um vacilão, para não dizer coisa pior em relação ao tratamento de Sark sobre Florina, a caminho da construção de um Império Galático, conforme vemos em Fundação. Nesse livro, basicamente, um povo escravizou o outro em função de um produto agrícola de exportação, o kyrt. É um tipo de algodão supervalorizado, que "justifica" (várias aspas) a dominação de Sark sobre Florina, este planeta o único lugar da Galáxia onde essa planta cresce com a melhor qualidade. Para garantir o monopólio, Sark construiu uma sociedade racista e domina a população de Florina com mão de ferro. É triste e nojento de ler, ainda mais porque sabemos que o ser humano é plenamente capaz de fazer isso, até porque já fez muitas vezes durante a sua história. Esse relacionamento é desenvolvido ao longo do livro, onde aprendemos a legitimamente odiar e desprezar os nobres de Sark. Aliás, essa parte é até um pouco caricata, pois os nobres são literalmente chamados de nobres ("Squire" em inglês), e toda a trama só se desenvolve graças ao preconceito e sentimento de superioridade do povo de Sark, assim como do patriotismo reprimido do povo de Florina. A Terra aparece na conversa em alguns momentos, fazendo link com o seu passado descrito em livros anteriores da série, o que é sempre um alento para o leitor, embasado na inventividade do universo literário de Asimov. Esse livro é mais uma alegoria desse tipo de problema social tão humano, quando falamos da exploração da força de trabalho, da prevalência do poder econômico sobre as relações sociais, sobre as dificuldades geopolíticas originadas pela sede de poder do homem, e como o "pequeno homem", fora das relações de poder, sofre das consequências, sem poder atuar sobre as causas e muitas vezes até sem entendê-las. Sem dar spoiler, até mesmo uma das nobres acaba sendo prejudicada nesse ambiente pela própria cultura racista e exploratória de que ela faz parte. Também merece lembrança: este é um livro em ambiente de ficção científica, então (apesar de não ter robôs 😢), há viagens quase instantâneas entre os sistemas planetários, comunicação a distância com hologramas indistinguíveis da realidade, perigo de guerras intergaláticas, análises da vida das estrelas e das "correntes do espaço", como o título nos informa. Não é dos melhores do Asimov, mas constrói o universo dele, e assim digo: vale a leitura!

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