Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas29
    • Leitores1855
    • Similares3
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Getúlio (Getúlio #3) - Da volta pela consagração popular ao suicídio (1945-1954)

    Lira Neto

    Companhia das Letras
    2014
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788535924701
    Português Brasileiro
    4.6
    432 avaliações
    Leram690Lendo34Querem1124Relendo0Abandonos7Resenhas29
    Favoritos62Desejados1124Avaliaram432

    Na terceira e última parte da consagrada série biográfica sobre Getúlio Vargas, Lira Neto reconstitui os acontecimentos políticos e pessoais mais importantes dos anos finais do ex-presidente. Entre a deposição por um golpe militar, em outubro de 1945, e o suicídio, em agosto de 1954, o livro revela como a história do Brasil se entrançou com a vida de Getúlio, inclusive enquanto afastado do poder. "Entrei para o governo por uma revolução, saí por uma quartelada", lamentou-se Getúlio Vargas numa carta enviada de seu exílio rural em São Borja (RS), em novembro de 1945, ao amigo e correligionário João Neves da Fontoura. Depois de quinze anos no Palácio do Catete, emendando na sequência da Revolução de 1930 a chefia dos governos provisório e constitucional e a ditadura do Estado Novo, Getúlio fora obrigado a se retirar para sua região natal, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, pelos mesmos militares que haviam apoiado seu projeto nacionalista de poder. Os tempos estavam mudados, a Segunda Guerra Mundial já era história e ao ex-ditador, convertido num modesto estancieiro, apenas restavam as distrações das cavalgadas, do mate e dos charutos. Mas Getúlio, animal político com aguçado senso de sobrevivência, não estava totalmente acabado, apesar do que pensavam os jornais do Rio de Janeiro, quase todos alinhados à União Democrática Nacional (UDN) e ao Partido Social Democrático (PSD). Sua filha Alzira – que havia permanecido na capital federal na companhia do marido, Ernani do Amaral Peixoto, e da mãe, Darcy – tornou-se uma espécie de embaixadora plenipotenciária do getulismo, possibilitando ao ex-presidente perscrutar os bastidores do governo do general Eurico Gaspar Dutra e manter o controle sobre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com sua consagradora eleição ao Senado e as imunidades de constituinte, em 1946 Getúlio pôde voltar ao Rio de Janeiro, num primeiro movimento de preparação do almejado retorno ao Catete. Mas a hostilidade aberta da oposição udenista e as tentações de uma velhice tranquila no pampa gaúcho fizeram de seu mandato parlamentar pelo PTB um breve interlúdio do confinamento em São Borja, com raras aparições em plenário. Alzira, sempre no Rio, permaneceu, no entanto, sua conselheira e informante privilegiada por meio de detalhadas cartas-relatórios. Apesar da derrota de candidatos que havia apoiado nas eleições regionais de 1947 e 48, Getúlio, sempre estimulado pela filha, deu a entender, em declarações à imprensa, que poderia concorrer ao primeiro posto da República. O movimento queremista, que jamais havia se apagado, explodiu em todo o país, exigindo a candidatura do senador e "pai dos pobres" à presidência. Getúlio apontava sua imensa popularidade contra o projeto liberal da UDN, que com a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes prometia radicalizar o ciclo de carestia iniciado por Dutra. O retorno triunfal ao Catete, com a esmagadora votação obtida nas eleições de outubro de 1950, deu início a um dos períodos mais conturbados da política brasileira. A oposição ferrenha do udenismo e da imprensa, personificada pelo jornalista Carlos Lacerda, combateu incessantemente todas as iniciativas populares (ou populistas) do segundo governo Getúlio. Realizações como a fundação da Petrobras e o aumento do salário mínimo foram ofuscadas por um sinistro clima de guerra psicológica. O "mar de lama" denunciado à exaustão por seus inimigos manietou o envelhecido presidente, dividido entre os afagos à classe trabalhadora e a obediência devida à praxe anticomunista da Guerra Fria. O atentado contra Lacerda e a morte do oficial-aviador que o escoltava, no início de agosto de 1954, foram a senha para a precipitação dos acontecimentos. Acuado por um iminente golpe militar, Getúlio chegou a esboçar uma resistência, mas, politicamente isolado, preferiu o suicídio à desonra da renúncia. Nos sessenta anos desse desfecho trágico, Lira Neto reconstitui todos os lances do tenso xadrez político que se entrelaçou com os últimos anos da vida de Getúlio. Amparado numa minuciosa pesquisa, que incluiu centenas de livros e milhares de páginas de manuscritos e documentos originais, entre os quais a correspondência entre Getúlio e Alzira, o autor elucida um período capital da história do Brasil e interpreta a personalidade de seu mais importante ator político no século XX. "Li quase de um fôlego só o primeiro volume do livro de Lira Neto sobre Getúlio. É admirável seu rigor na busca dos fatos, na abstenção de julgamentos morais e o desenrolar de um enredo que mostra o itinerário humano, intelectual e político de um homem que, a despeito do que se pense sobre suas ações e posições, teve a grandeza que só os estadistas possuem." - Fernando Henrique Cardoso "Poucas vezes eu vi alguém descrever tão bem a história de Getúlio Vargas e do povo gaúcho como o Lira Neto na primeira parte da sua trilogia. Foi tão impactante para mim que eu me vi andando com Getúlio, fumando um charuto, pela Rua da Praia, em Porto Alegre." - Luís Inácio Lula da Silva "Em uma das páginas de seu Diário, escrito entre 1930 e 1942, Getúlio Vargas anotou: 'gosto mais de ser interpretado do que de me explicar'. Essa observação parece ser um desafio irônico para quem buscasse entendê-lo, em vida ou ao longo da história. Lira Neto está entre os autores que aceitaram o desafio. Seu livro contribui significativamente para a compreensão do personagem que, para bem ou para mal, foi a maior figura política do Brasil, no século XX." - Boris Fausto

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (29)Ver mais
    Amauri Pires picture
    Amauri Pires17/01/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Último Ato de Getúlio

    Este volume final da trilogia de Lira Neto é um mergulho intenso no Getúlio humano e político que retorna ao poder pelo voto e termina encurralado por crises, inimigos e contradições. Não é apenas a história de um presidente, mas de um homem que governa sob pressão permanente, dividido entre o nacional-desenvolvimentismo, a democracia frágil do pós-Estado Novo e um país em ebulição. É leitura essencial para entender por que o Brasil moderno nasceu conflituoso e de como o poder cobra seu preço final. Os tempos estavam mudados, a Segunda Guerra Mundial já era história e ao ex-ditador, convertido num modesto estancieiro, apenas restavam as distrações das cavalgadas, do mate e dos charutos. Mas Getúlio, animal político com aguçado senso de sobrevivência, não estava totalmente acabado, apesar do que pensavam os jornais do Rio de Janeiro. O retorno triunfal ao Catete, com a esmagadora votação obtida nas eleições de outubro de 1950, deu início a um dos períodos mais conturbados da política brasileira. Acuado por um iminente golpe militar, Getúlio chegou a esboçar uma resistência, mas, politicamente isolado, preferiu o suicídio à desonra da renúncia. Nos sessenta anos desse desfecho trágico, Lira Neto reconstitui todos os lances do tenso xadrez político que se entrelaçou com os últimos anos da vida de Getúlio. Amparado numa minuciosa pesquisa, que incluiu centenas de livros e milhares de páginas de manuscritos e documentos originais, entre os quais a correspondência entre Getúlio e Alzira, o autor elucida um período capital da história do Brasil e interpreta a personalidade de seu mais importante ator político no século XX. O livro não absolve nem condena Getúlio, o expõe. Ao terminar a leitura, fica claro que 1954 não é passado, mas sim, um espelho incômodo do Brasil contemporâneo.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 432
    • 5 estrelas59%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Lira Neto profile picture

    Lira Neto

    Nasceu em Fortaleza (CE) em 1963. Jornalista e escritor, ganhou o prêmio Jabuti em 2007, na categoria melhor biografia, por O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar, publicado pela editora Globo. É autor também de Maysa: Só numa multidão de amores (Globo, 2007) e Castello: A marcha para a ditadura (Contexto, 2004).

    25 Livros
    93 Seguidores
    Ceará, Brasil

    Lira Neto