Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas8
    • Leitores724
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Crime do Padre Amaro -

    Eça de Queiroz

    Brasiliense
    1961
    506 páginas
    16h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    221 avaliações
    Leram547Lendo14Querem143Relendo1Abandonos19Resenhas8
    Favoritos2Desejados143Avaliaram221

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Fabrício Araujo picture
    Fabrício Araujo31/03/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Um crime anunciado

    Em O Crime do Padre Amaro, Eça de Queirós realiza uma verdadeira autópsia da hipocrisia social ao narrar a trajetória do jovem Amaro, um homem sem vocação que assume o sacerdócio por conveniência. A obra revela como a "batina", assim como o jaleco do médico ou o gabinete do político, frequentemente serve como um manto de respeitabilidade que torna o indivíduo intocável perante a opinião pública. Eça mostra que o verdadeiro crime não é apenas a quebra de dogmas, mas a facilidade com que pessoas de conduta vil se escondem sob funções de autoridade para manipular os vulneráveis. É um texto sobre a conveniência de uma sociedade que prefere manter a ilusão da virtude institucional a enfrentar a podridão ética daqueles que a representam. Sem heróis, o livro permanece como um espelho atual sobre o perigo do moralismo de fachada. Leia e divirta-se.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 221
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

    274 Livros
    719 Seguidores

    José Maria de Eça de Queiroz